Economia & Mercado

Setor de cosméticos busca alternativas para enfrentar tarifaço dos EUA, afirma diretor sindical

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Raul Menezes destacou a necessidade de soluções diplomáticas para minimizar os impactos econômicos do tarifaço dos EUA  |   Bnews - Divulgação Reprodução / BNews

Publicado em 16/07/2025, às 17h29   Verônica Macedo e Cauan Borges



O diretor do Sindicato das Indústrias de Cosméticos, Raul Menezes, destacou, nesta quarta-feira (16), os desafios enfrentados pelo setor diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, durante um almoço de apresentação da ExpoTech 2025, no Restaurante Barbacoa, em Salvador.

Em entrevista concedida ao BNews, Menezes afirmou que a indústria de cosméticos se apoia na constante inovação e que a feira representa uma oportunidade crucial para conectar fabricantes a novas tecnologias e fornecedores estratégicos.

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 “A indústria de cosméticos vive de inovação. O consumidor exige mudança, e nós temos que oferecer isso. A Expotec é uma grande chance de acesso à matéria-prima, embalagens e tecnologia que nos ajudem a lançar produtos novos”, disse.

Sobre o impacto do tarifaço promovido pelo governo dos Estados Unidos, Menezes alertou para os efeitos negativos sobre as exportações do setor. Segundo o diretor, mais de 60% da produção baiana de cosméticos é vendida fora do estado, alcançando cerca de 60 países.

 “O empresariado está muito preocupado. O ideal seria a negociação entre as autoridades brasileiras e norte-americanas. Brigas comerciais não beneficiam ninguém”, declarou.

Menezes também destacou a conexão entre a indústria de cosméticos e o agronegócio, já que muitos dos insumos utilizados vêm diretamente do campo. Ele apontou que o encarecimento de importações e a instabilidade econômica ameaçam a cadeia produtiva. 

“A economia é invisível, mas está em todo lugar. Se um pilar está abalado, tudo sofre. Precisamos de normalidade para crescer”, concluiu.

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