Economia & Mercado
por Verônica Macedo
Publicado em 15/01/2025, às 11h17 - Atualizado às 11h19
Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) trazem alívio e otimismo para os pequenos empresários brasileiros do setor. A pesquisa Panorama da Pequena Indústria (PPI), divulgado em novembro de 2024, mostra que o índice de situação financeira da indústria de pequeno porte registrou alta no terceiro trimestre do ano passado.
De acordo com o levantamento, o indicador fechou o período com 42,8 pontos. O número não só está 4,2 pontos acima da média histórica, como também, supera o índice registrado no mesmo período do ano passado, que era de 41,4 pontos.
Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as pequenas empresas e indústrias do país têm um papel importante na economia brasileira, contribuindo para a geração de empregos, estimulando a inovação, promovendo o empreendedorismo e impulsionando o crescimento e o desenvolvimento econômico.
Avaliação de índices facilita tomada de decisão
De acordo com informações divulgadas pelo PPI, o índice de situação financeira da indústria de pequeno porte é um indicador para a satisfação dos empresários com o lucro operacional e as finanças de suas empresas. No setor industrial, as avaliações de KPIs como esse são consideradas fundamentais para obter informações que permitam a tomada de decisões estratégicas.
Entender o que é um kpi (sigla para Key Performance Indicator, que em português significa Indicador-chave de Desempenho), a sua função e como ele pode auxiliar na elaboração de estratégias pode ser determinante para o sucesso dos negócios.
De acordo com o PPI, o crescimento do índice financeiro indica uma situação financeira mais favorável que o usual, refletindo uma melhora no cenário econômico para as pequenas indústrias. O avanço sugere que os empresários estão mais confiantes em relação às perspectivas financeiras e operacionais.
Um dos aspectos que pode contribuir para essa melhora no setor é a adoção de sistemas de planejamento de recursos empresarias (ERPS). De acordo com a empresa de softwares de gestão para indústrias Nomus, os ERPs para indústrias de pequeno porte têm auxiliado na integração e otimização dos processos internos, proporcionando maior controle financeiro, eficiência operacional e, consequentemente, um aumento na satisfação com os lucros.
Para que se possa entender melhor, ERP (Enterprise Resource Planning) é um sistema de gestão integrado que consegue organizar diversas áreas de uma empresa em um só sistema, gerenciando os dados da empresa em um banco de dados único. Isso permite automatizar processos e cria uma visão geral muito mais confiável para a tomada de decisão dos gestores. Já Nomus, são empresas criadas por engenheiros de produção, que desenvolve soluções em software e serviços para excelência na gestão de micro, pequenas, médias e grandes portes.
Ao consolidar dados em uma única plataforma, esses sistemas permitem uma gestão mais estratégica e informada, contribuindo para a sustentabilidade e crescimento das pequenas empresas.
O relatório da CNI evidencia a resiliência das pequenas indústrias diante de desafios econômicos, mostrando que essas empresas estão conseguindo se adaptar e encontrar caminhos para prosperar. A expectativa é que, com a continuidade dessa tendência de crescimento, haja um impacto positivo na economia, propiciando mais investimentos e inovação no setor.
Dificuldades da pequena indústria
Apesar dos indicadores positivos, o levantamento da CNI também mostra quais são os principais problemas enfrentados pelas indústrias de pequeno porte no país. Ao serem questionados sobre o assunto, 42,5% dos empresários destacaram a elevada carga tributária. Entre os representantes da construção, o problema foi mencionado por 37,5%.
No setor de transformação, a carência de trabalhadores qualificados se tornou mais relevante, sendo citada por 29,8% dos empresários. Já nas pequenas indústrias da construção, a principal dificuldade é a escassez de mão de obra, relatada por 25% dos entrevistados.
A escassez ou o alto custo da matéria-prima é o terceiro problema mais comum para o segmento de transformação, citado por 29,3% das empresas. Já para a construção, as altas taxas de juros são a principal preocupação, mencionadas por 24,2% dos entrevistados.
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