Economia & Mercado
O Brasil é o maior produtor de café do mundo com 80% das lavouras dedicadas ao cultivo da espécie arábica, que é também uma das mais populares entre os consumidores. Porém, em meio a isso, os produtores estão temendo perdas de lavoura devido ao clima, já que as altas temperaturas tem complicado o cultivo e plantio do grão.
O tipo Arábica precisa estar em um ambiente em que a temperatura varie entre 18° C e 22° C, porém em alguns dias o calor nas lavouras chegou a números como 40° C, o que faz com que o café aborte os frutos e atraia pragas e doenças, inclusive deixando o valor do produto mais caro.
Para tentar minimizar os danos, os produtores optaram por uma técnica de plantar café debaixo da sombra das árvores. Entre as formas de fazer o plantio, estão as agroflorestas, onde o produtor planta árvores de diversas espécies junto ao cafezal, tendo assim a possibilidade de gerar mais uma renda.
Há também a agricultura regenerativa, onde os produtores aplicam diferentes métodos para recuperar a sustentabilidade da lavoura, sendo um deles o plantio de árvores.
Além de dar refresco aos pés de café, as técnicas deixam o fruto mais doce, pois ajudam a prolongar o período de desenvolvimento dos grãos.
Porém, os sistemas são caros e mais difíceis de serem aplicados do que o plantio a pleno sol, que é o mais popular. Além de haver a possibilidade de gerar uma produção menor nos primeiros anos.
Mas, os produtores reconhecem a necessidade de fazer o uso, já que os tempos mudaram.
"As mudanças climáticas já são uma realidade, não adianta querer lutar com elas sem estar preparado, que a gente não vai ganhar. Nós temos que começar a pensar na sobrevivência", disse o agricultor Sergio Lange em entrevista ao portal G1.
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