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Super Quarta: Brasil e EUA podem elevar juros e impactar mercados; saiba mais

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Agentes do Mercado financeiro estão em alerta com relação à escalada de juros em ambos países  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 18/06/2025, às 07h46 - Atualizado às 10h02



Agentes do mercado financeiro estão em alerta nesta Super Quarta, diante da possibilidade de alta dos juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. As informações são do portal E-Investidor, do Estadão.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, realiza hoje sua primeira reunião após o envio da medida provisória que retira a isenção de impostos sobre fundos exclusivos. A mudança só deve entrar em vigor em 2026, mas já gera forte repercussão no mercado, sobretudo em meio ao aumento da percepção de risco fiscal e aos questionamentos sobre a autonomia do Banco Central.

Parte dos analistas já cogita que o Copom possa elevar a taxa Selic, atualmente em 10,50% ao ano, em 0,25 ponto percentual. Segundo dados da B3, há 42% de probabilidade de manutenção, 56,60% de chance de alta de 0,25 ponto percentual e 1,40% de possibilidade de aumento de 0,50 ponto.

“Apesar da inflação ter vindo abaixo do esperado no último mês, a forma como a proposta foi apresentada elevou a percepção de risco regulatório e fiscal, pressionando a curva de juros, o câmbio e os ativos domésticos”, explicou Eduardo Amorim, especialista de investimentos da Manchester, na reportagem.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, deve manter os juros no patamar atual, entre 5,25% e 5,50% ao ano, reforçando o compromisso no combate à inflação. A decisão, no entanto, deve pressionar a cotação do dólar e limitar o espaço para a flexibilização monetária no Brasil.

O professor da FIA Business School, Carlos Honorato, ressalta que essa dinâmica ocorre em razão do diferencial de juros entre as economias. Segundo ele, o Fed também sofre pressões diante dos rumos da política interna dos Estados Unidos.

“O problema é que o próprio Trump gera incertezas, principalmente com sua postura agressiva em relação às tarifas e às disputas geopolíticas. Isso eleva a tensão sobre as decisões do Fed, que, embora seja uma autoridade independente, acaba sendo impactado pelo ambiente político”, afirmou, segundo a reportagem. A moeda norte-americana abriu a semana em queda, negociada a R$ 5,50.

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