Economia & Mercado
por Leonardo Oliveira
Publicado em 12/06/2026, às 19h48
O superintendente estadual do Banco do Nordeste, Pedro Lima Neto, explicou o papel da instituição financeira para uma economia mais sustentável em entrevista ao BNews Junho Verde, nesta sexta-feira (12). Segundo ele, uma economia mais sustentável passa necessariamente por investimentos de longo prazo que considerem, ao mesmo tempo, aspectos ambientais e sociais.
“O banco, ele tem um foco essencial e primordial no desenvolvimento de forma sustentável. Se a gente olhar, um exemplo, o que se tem de construção de mudança energética, energia solar e energia eólica no estado, 90% foi financiado através do banco. Então, o banco, ele tem esse olhar, essa visão estratégica e de longo prazo. E a importância da sustentabilidade, ela vem justamente para complementar isso. A gente sabe que não tem como pensar em investimentos de longo prazo sem olhar os aspectos ambientais e sociais”, destaca Pedro.
O superintendente também rebateu a ideia antiga de que desenvolvimento econômico e preservação ambiental caminham em direções opostas. Na avaliação dele, essa lógica já foi superada, e hoje não há como pensar em crescimento sólido sem incorporar critérios de sustentabilidade.
“Não tem como pensar em desenvolvimento econômico sem olhar para a sustentabilidade e, economicamente falando, os projetos que olham a sustentabilidade e que olham a parte ambiental e social, eles perduram por mais tempo. A gente vê, historicamente falando, empresas que focaram na sustentabilidade, nos itens sociais e de governança, elas perduraram no mercado por mais tempo do que as empresas que não observavam isso. Então, é provado hoje economicamente que o sustentável, ele precisa ser observado”, aponta.
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Para estimular esse movimento, Pedro revela que o Banco do Nordeste oferece linhas de crédito com condições diferenciadas para iniciativas sustentáveis. Pedro citou mecanismos como o FNE Verde, o Pronaf Agroecologia, a agricultura de baixo carbono e o FNE Inovação, que, segundo ele, têm taxas ainda mais baixas que as linhas convencionais da instituição.
“O banco, ele já tem umas linhas incentivadas que são com o FNE. Essas linhas já são as mais baratas do mercado, porque é um fundo que existe justamente para amenizar um pouco a diferença e desigualdade entre a nossa área de atuação e o sudeste. Mas, quando a gente fala em linhas com sustentabilidade, como o FNE Verde, o Pronaf Agroecologia, a agricultura de baixo carbono, o FNE Inovação, eles têm taxas ainda menores do que as taxas normais do banco”, explica.
Na visão do superintendente, essas condições funcionam como um incentivo direto para que empreendedores observem a importância de criar projetos mais sustentáveis e inovadores. “Isso justamente para incentivar que esse tipo de projeto, ele seja observado, que o empreendedor, quando ele vai empreender, ele observe a importância de ser um projeto sustentável, um projeto o quanto mais inovador em comparação ao mercado. Então, assim, o banco tem essa importância, o governo federal observa isso e traz mecanismos específicos para incentivar isso”, finaliza.
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