Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 11/08/2025, às 10h45 - Atualizado às 11h00
Para driblar o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Chilli Beans recorreu ao mercado chinês e está pagando os fornecedores chineses, pela primeira vez, com a moeda local, a renminbi.
“De forma alguma é uma estratégia pontual. Queremos continuar mantendo esta prática. A ideia é que o uso do dólar não volte nunca mais e que façamos todas as transições diretamente com a China: em termos de moeda, compra, comércio, tudo”, afirmou o fundador e CEO da empresa, Caito Maia, segundo informações do portal Exame.
De acordo com o CEO, a oportunidade fez com que a Chilli Beans ampliasse a sua competitividade no mercado global e aumentasse os seus ganhos financeiros. “Nossa parceria com a China não é de hoje. Há 30 anos nós somos “apadrinhados” pelo mercado chinês: fomos levados para lá, apresentados para as fábricas e temos os mesmos parceiros há 25 anos. É uma relação comercial extremamente ganha-ganha, saudável, ética e bacana com o país. A Chilli Beans está onde está porque a China nos ajudou e acreditou em nós”, disse Maia, conforme informações do Exame.
Além da China, a empresa tem ampliado as vendas também para a Indonésia. “Já estamos na Indonésia, com 10 pontos espalhados pelo país e vamos colocar energia nessa expansão”, continuou ele.
Entre as principais propostas de expansão, a empresa brasileira, que possui faturamento anual de R$ 1,4 bilhão, pretende chegar à meta de 3.200 lojas em até cinco anos, inclusive, ampliando o projeto Eco Chilli, que tem o intuito de implantar contêineres sustentáveis em cidades com menos de 50 mil moradores.
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