Economia & Mercado

Tarifaço pode afetar diretamente empregos no interior da Bahia, alerta Paulo Guimarães

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Paulo Guimarães, da Bahiainveste, analisa os efeitos do tarifaço de Trump sobre a economia baiana  |   Bnews - Divulgação Fotos: Carlos Alberto
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 31/07/2025, às 22h14 - Atualizado às 23h14



Em entrevista ao De Cara com o Líder desta quinta-feira (31), o presidente da Bahiainveste, Paulo Guimarães, apontou que, embora Salvador possa sentir menos os efeitos diretos do tarifaço anunciado por Donald Trump, por ser uma cidade majoritariamente voltada ao setor de serviços, o impacto sobre o interior da Bahia, especialmente nas regiões exportadoras, pode ser grave.

“O prejuízo direto atinge a população. Quando você fala de frutas como a manga, colhidas manualmente, está falando de emprego. Tem agricultor dizendo que não vai colher, que vai deixar no pé. Isso significa renda zero para muitas famílias”, alertou, ao ser questionado pelo vice-governador Geraldo Júnior, que comanda o programa na rádio Baiana FM (89.3).

Guimarães destacou a situação específica da manga tipo “Tommy”, muito produzida na região de Casa Nova e com mercado restrito. “Essa variedade não é bem-aceita na Europa, então os produtores dependem quase exclusivamente dos Estados Unidos. Essa tarifa atinge justamente os setores de alta empregabilidade, o que preocupa profundamente o governador Jerônimo Rodrigues”, afirmou.

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Apesar das dificuldades, o presidente da Bahiainveste ressaltou o empenho conjunto dos governos estadual e federal para mitigar os impactos. “Há um esforço concreto para estimular a economia e proteger os pequenos, para que a população sofra o mínimo possível”, concluiu.

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