Economia & Mercado
Publicado em 30/04/2025, às 10h54 - Atualizado às 11h20 Publicado por Vagner Ferreira
A taxa de desemprego do Brasil registrou 7% nos primeiros três meses de 2025, atingindo o menor patamar da série histórica, iniciada em 2012, na comparação com o mesmo período dos outros anos.
Anteriormente, o menor índice foi alcançado em 2014, quando ficou na faixa de 7,2%. No ano passado, o percentual foi de 7,9%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, publicada na quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“O bom desempenho do mercado de trabalho nos últimos trimestres não foi comprometido pelo crescimento sazonal da desocupação no último trimestre de 2024. A taxa de desocupação do 1º trimestre de 2025 é menor que todas as registradas no mesmo período de anos anteriores”, destacou a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy.
O resultado não impactou o número de trabalhadores com registro na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que permaneceu em 39,4 milhões. Por outro lado, o índice de empregados sem carteira no setor privado (13,5 milhões) teve recuo de 5,3% (menos 751 mil pessoas) em comparação com o trimestre anterior, último de 2024.
“A retração no primeiro trimestre ocorreu principalmente no emprego sem carteira relacionado à Construção, Serviços Domésticos e Educação”, explicou Beringuy, conforme informações da Secretaria de Comunicação Social.
Nos setores, o grupo de ocupados registrou aumento: Indústria Geral (3,3%, ou mais 431 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,1%, ou mais 592 mil pessoas), Transporte, armazenagem e correio (4,4%, ou mais 253 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (4,1%, ou mais 518 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4%, ou mais 713 mil pessoas).
O rendimento médio também apresentou recorde na série histórica, alcançando R$ 3.410, o que representa uma alta de 1,2% no trimestre e de 4% na comparação anual. Além disso, houve aumento no ganho de setores como Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (4,1%, ou mais R$ 85) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,2%, ou mais R$ 145).
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