Economia & Mercado

Toyota pretende continuar pagando salários de funcionários após fábrica ser destruída por tempestade no Brasil

Vinicius Rogillim/Arquivo Pessoal
Após vendaval, 5.700 funcionários da Toyota recebem férias coletivas de 1º a 20 de outubro, sem previsão de retorno.  |   Bnews - Divulgação Vinicius Rogillim/Arquivo Pessoal
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 28/09/2025, às 11h55



Os 5.700 funcionários brasileiros da fábrica da Toyota em em Porto Feliz, no interior de São Paulo, receberam férias coletivas emergenciais após um vendaval destruir parte da fábrica de motores na segunda-feira (22). A companhia interrompeu a produção no Brasil e não há estimativa de quando retomará.

As férias coletivas irão de 1º a 20 de outubro. Na sequência, de acordo com a Folha de S.Paulo, a empresa vai adotar o lay-off — suspensão temporária dos contratos de trabalho — com duração de 60 a 150 dias a partir de 21 de outubro.

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A proposta foi encaminhada aos sindicatos das três plantas brasileiras. O resultado da votação deve ser divulgado na próxima segunda-feira (29). Durante o lay-off, os trabalhadores deverão se inscrever no programa bolsa-qualificação, que exige participação em cursos presenciais ou on-line.

Parte da renda será paga pelo governo federal, por meio do seguro-desemprego financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Já o restante ficará sob responsabilidade da empresa.

A ideia é que os funcionários que ganham até R$ 10.000 terão 100% de seus salários pagos durante o período. Para remunerações acima desse valor, haverá escalonamento. A Toyota também manterá benefícios como plano de saúde, vale-alimentação e participação nos lucros.

O impacto atinge toda a produção nacional da companhia. Isso porque os motores fabricados em Porto Feliz abastecem as linhas de montagem de Sorocaba e Indaiatuba, responsáveis por modelos como o Corolla e o Yaris Cross, que chegaria às lojas em novembro.

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