Economia & Mercado

Uber fecha com rival e choca usuários com mudança radical no mercado; entenda

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O objetivo da Uber é se consolidar como uma plataforma que reúne serviços relevantes para o dia a dia, mirando o futuro como um "superapp”  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 21/05/2025, às 12h40 - Atualizado às 13h34



A Uber tem passado por mudanças significativas no Brasil e no mundo, com uma estratégia cada vez mais voltada para sua atividade principal: conectar passageiros e motoristas. O objetivo da empresa é consolidar-se como uma plataforma que reúne serviços essenciais para o dia a dia, mirando o futuro como um “superapp”.

Uma das novidades mais recentes é a parceria inédita com o iFood, antigo concorrente no setor de entregas. A partir do segundo semestre deste ano, usuários poderão acessar serviços do iFood pelo app da Uber — e vice-versa. O anúncio ocorre logo após a empresa comunicar o fim da aba Mercado no aplicativo, que será descontinuada no Brasil a partir de 16 de junho.

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Com o encerramento do Uber Mercado, o iFood, que já oferece serviço de compras em supermercados, deve absorver parte dos usuários que utilizavam a funcionalidade. A Uber também informou que, futuramente, o programa de assinatura Uber One — que inclui frete grátis em compras de mercado e descontos em corridas — poderá ser integrado ao iFood.

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A descontinuação do Mercado é mais um passo no enxugamento do portfólio da Uber no Brasil. Em 2020, a empresa encerrou as operações com patinetes elétricos e, em 2022, desativou o Uber Eats, abrindo espaço para concorrentes como iFood, Rappi e outros players do setor.

Além da parceria com o iFood, a Uber tem apostado em alianças estratégicas para ampliar sua oferta de serviços sem perder o foco no transporte. Desde 2023, mantém uma colaboração com a Tembici para aluguel de bicicletas, e, no início deste ano, lançou um serviço de ônibus fretados em parceria com a Viação Mimo, ligando Guarulhos a São Paulo.

A estratégia foi detalhada por Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, em entrevista ao podcast Greylock Partners. Segundo ele, a empresa pretende se tornar o “marketplace da próxima hora”, oferecendo soluções rápidas para quem precisa se deslocar ou receber algo com agilidade. “Se a Amazon é a empresa da entrega para o próximo dia, nós queremos ser da próxima hora”, afirmou.

A parceria com o iFood está alinhada à missão da Uber de “ir a qualquer lugar, conseguir qualquer coisa” e também sinaliza uma mudança de postura: a empresa deixa de competir diretamente no delivery de alimentos no Brasil e aposta na integração de serviços. Enquanto isso, o iFood segue como líder do setor, enfrentando concorrentes como 99Food, Keeta, Meituan e Rappi.

Nos Estados Unidos, a Uber mantém o Uber Eats — que opera com entregas por robôs autônomos — e expande sua parceria com a Waymo, oferecendo viagens com “robotáxis” em cidades como Austin e Phoenix.

Apesar de estar presente no mercado desde 2009, a Uber só registrou lucro pela primeira vez em 2024. Desde que Dara Khosrowshahi assumiu o comando, em 2018, a empresa tem focado na melhora de sua imagem e na busca por rentabilidade — e a reestruturação dos serviços parece estar dando resultado.

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