Economia & Mercado

Veja o que se sabe sobre a mina descoberta perto do Brasil e avaliada em quase R$ 1 trilhão

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O Projeto Vicuña une dois depósitos minerais e pode exigir até US$ 17 bilhões em investimentos, destacando-se globalmente.  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa / Freepik
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 22/03/2026, às 12h05



Um gigantesco depósito de cobre, ouro e prata foi identificado na Cordilheira dos Andes, na fronteira entre a Argentina e o Chile — a poucos milhares de quilômetros do território brasileiro.

Batizado de Projeto Vicuña, o empreendimento é considerado por especialistas como um dos maiores projetos minerais do planeta. O programa une dois depósitos colossais: Filo del Sol e Josemaría, separados por apenas 11 quilômetros, o que faz com que mineradoras tratem a área como um único centro de extração.

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De acordo com executivos da Lundin Mining, o projeto concentra um dos maiores volumes de cobre, ouro e prata já identificados no mundo. O desenvolvimento inicial do projeto pode exigir investimentos de até US$ 17 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 85 bilhões.

O governo argentino já classificou o movimento como um dos maiores investimentos estrangeiros diretos da história do país. Para viabilizar a exploração da área, as empresas pediram que o projeto fosse incluído no Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI), que oferece benefícios fiscais e regulatórios para iniciativas estratégicas.

Segundo o ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, o projeto pode receber pelo menos US$ 2 bilhões em investimentos apenas nos dois primeiros anos.

A região é conhecida pela alta concentração de minerais estratégicos, fundamentais para setores como energia, tecnologia e indústria.

Um relatório técnico com detalhes sobre o tamanho real das reservas e o valor total da jazida deve ser divulgado no primeiro trimestre de 2026.

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