Economia & Mercado
por Cibele Gentil e Thiago Teixeira
Publicado em 16/02/2026, às 21h45
O penúltimo dia do Carnaval de Salvador é marcado por um balanço cauteloso entre os vendedores ambulantes que atuam nos principais circuitos. Apesar do fluxo intenso de pessoas, o faturamento ainda não atingiu os patamares desejados por muitos trabalhadores, que observam uma postura mais econômica por parte dos foliões em comparação ao ano passado.
Mesmo com o cenário de vendas moderadas e a sobra de produtos, o clima predominante entre os vendedores é de otimismo. Eles apostam que os últimos momentos da festa garantam o retorno financeiro esperado.
A jornada para trabalhar durante o Carnaval soteropolitano exige sacrifícios, especialmente para quem vem de outras cidades. Luciene Castro, natural de Governador Mangabeira, participa da folia na capital pelo terceiro ano consecutivo. Ela relata que, embora o público seja numeroso, o lucro tem sido reduzido, possivelmente pela contenção de gastos dos foliões.
Situação semelhante vive Domingas Vieira, de Conceição de Feira, que investiu mil reais apenas com o transporte de ida e volta e tem dormido no próprio posto de trabalho no Campo Grande. Domingas ressalta que, pelo menos, conta com o suporte da Prefeitura de Salvador, tendo acesso a banhos, café da manhã e almoço oferecidos aos trabalhadores.
Já para o morador local Flávio Oliveira, do bairro de Fazenda Coutos, a percepção é de uma melhora gradual após um início de festa bastante tímido. Assim como suas colegas vindas do interior, o ambulante nota que as vendas estão inferiores às do último Carnaval, mas mantém a esperança de que o estoque não retorne para casa.
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