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Você usa Pix? Novas regras começam a valer em menos de dois meses; saiba o que muda

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As novas regras do Pix foram determinadas pelo Banco Central, que também criou o "alerta de golpe"  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 18/09/2024, às 09h48



O Pix se tornou a ferramenta de transferência de valores mais utilizadas no Brasil nos últimos tempos, mas deve passar por algumas mudanças em breve. As alterações começam a valer em menos de dois meses, no dia 1º de novembro, conforme determinação do Banco Central, através da Resolução BCB nº 403.

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O objetivo é torrnar as transações mais seguras e evitar que os usuários sejam vítimas de golpes e fraudes. Para isso, será exigido pelo BC os aparelhos, seja smartphone (celular) ou computadores, estejam cadastrados junto ao banco para efetuar as transferências sem limite de valor. Os que não estiveram cadastrados serão limitados a transaçõs de R$ 200.

Em caso de aparelho novo, o BC recomenda que o usuário entre em contato com a instituição financeira para realizar o cadastro antes de utilizar o Pix. Mas, vale destacar que esta exigência se aplica apenas a aparelhos nunca antes usados para iniciar uma transação Pix, evitando inconveniências para os clientes que já utilizam um dispositivo eletrônico específico.

O que muda para o cliente

  • Limite de R$ 200 para a transferência de aparelhos novos sem cadastro com o banco;
  • Valor total diário não pode exceder R$ 1.000.

O que muda para os bancos

O Banco Central também pontuou mudanças a serem adotadas pelas instituições financeiras, incluindo:

  • adotar solução de gerenciamento de risco de fraude que contemple informações de segurança armazenadas no Banco Central e que seja capaz de identificar transações Pix atípicas ou não compatíveis com o perfil do cliente;
  • disponibilizar – em canal eletrônico de acesso amplo aos clientes – informações sobre os cuidados que os clientes devem ter para evitar fraudes;
  • pelo menos uma vez a cada seis meses, os bancos devem verificar se seus clientes possuem marcações de fraude na base de dados do Banco Central.

Banco Central cria "alerta de golpe"

Outra mudança adotada pelo Banco Central para reduzir as ocorrências de fraudes é o chamado "alerta de golpe", que deverá ser enviado pelos bancos aos usuários em caso de identificação de transações consideradas atípicas.

A medida foi anunciada no último dia 12, durante Fórum Pix, que reúne participantes do mercado, sob a supervisão da autoridade monetária. A obrigação deverá entrar em vigor seis meses após a publicação no Manual de Experiência do Usuário do Pix, mas ainda não há data definida.

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