Economia & Mercado

Volkswagen vai congelar salários de 660 mil funcionários

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Proposta da Volkswagen vai atingir 660 mil funcionários e provocar perda de 10% no poder de compra  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Unsplash
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 19/10/2026, às 15h56



A Volkswagen planeja congelar os salários de seus cerca de 660 mil funcionários em todo o mundo até 2030, além de reduzir benefícios e postos de trabalho, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (19) pelo Conselho Global de Trabalhadores da montadora alemã.

A proposta integra um amplo plano de reestruturação da companhia e, caso seja implementada, poderá provocar uma perda de aproximadamente 10% no poder de compra dos trabalhadores até o fim da década, devido aos efeitos da inflação.

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As informações foram divulgadas inicialmente pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung e também repercutidas pela Reuters.

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Procurada pela publicação, a Volkswagen não confirmou o congelamento salarial e se recusou a comentar o que classificou como especulações. Um porta-voz da empresa informou que uma nova rodada de negociações, prevista para esta semana, deverá abordar possíveis mudanças nos custos com pessoal.


Cortes de benefícios

Além de suspender os reajustes salariais, as diretrizes em discussão incluem reduções na remuneração variável, nos pagamentos extras, nos benefícios e no quadro de funcionários.

As mudanças estão previstas para começar no quarto trimestre de 2026, mas ainda dependem de negociações com representantes dos trabalhadores.

A reestruturação é conduzida pelo CEO Oliver Blume e ocorre em meio aos esforços da montadora para reduzir despesas. As medidas propostas pela direção ampliaram as tensões com as entidades sindicais, que contestam o alcance das mudanças e seus possíveis efeitos sobre os empregados.

Sindicatos reagem

O Conselho Global de Trabalhadores classificou a proposta de congelamento salarial como “absurda” e “bastante irrealista”, além de sinalizar que a iniciativa deverá enfrentar resistência.

O sindicato alemão IG Metall também criticou a possibilidade de mudanças na remuneração sem negociação com os representantes dos funcionários.

Na Volkswagen, a evolução salarial é decidida na mesa de negociações, não por decreto da diretoria executiva”, afirmou um porta-voz da entidade.

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