Educação

Governo não mantém palavra e greve continua

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Professores acusam representantes governistas de falar uma coisa e fazer outra  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 27/05/2011, às 18h54   Luiz Fernando Lima



Na tarde desta sexta-feira (27), os professores das universidades estaduais voltam à mesa de negociação com os representantes do governo. Os próprios docentes estão pessimistas quanto ao avanço, já que por mais de uma ocasião o acordo verbal não foi colocado no papel.

De acordo com a nota enviada à imprensa pela assessoria dos professores da UEFS,  na última quarta-feira (25), docentes e representantes do governo chegaram a um denominador comum, inclusive, os secretários da Educação, Osvaldo Barreto, de Planejamento, Zezeu Ribeiro e das Relações Institucionais, Cezar Lisboa aceitaram os termos.

No entanto, para surpresa dos professores, a proposta que chegou para ser assinada era outra. Na nota a assessoria afirma que o governo manteve a postura intransigente mantendo o congelamento salarial por quatro anos.

Para o coordenador da Associação dos Docentes da Uefs (Adufs), Jucelho Dantas, o que impediu a assinatura do acordo no ano passado não foi o parcelamento da incorporação da CET, mas a imposição do Governo para que a categoria passe quatro anos sem reivindicar melhorias: “O Governo está divulgando a incorporação da CET como se isso significasse uma grande melhora nos nossos salários e não é verdade”, conclui.

Manifestação

Nesta manhã, os professores, estudantes e funcionários da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) ocuparam a Diretoria Regional de Educação (Direc 02), na Avenida Presidente Dutra, em Feira de Santana.

A greve mobiliza cerca de 5 mil professores das quatro universidades estaduais da Bahia. Aproximadamente 60 mil estudantes estão sem aula e a paralisação está prestes a completar os segundo mês.

Os docentes denunciam ainda a tentativa do governo de acabar com a greve na truculência. A medida foi um ato claro de autoritarismo. Na ocasião, o governo cortou os salários dos grevistas, contudo, as associações dos professores das universidades entraram com mandados de segurança e obtiveram decisões favoráveis no Tribunal de Justiça.

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