
Os representantes dos professores das Universidades Estaduais da Bahia conseguiram, na última sexta-feira (10), alguns avanços importantes nas negociações com o governo, em reunião na Secretaria de Educação (SEC). A greve dos quase cinco mil professores, que já dura mais de 60 dias, empurrou o governo a aceitar uma proposta de Acordo Salarial, através da incorporação de uma gratificação (CET) ao salário base, que garante aumento real para os próximos dois anos e retomada das negociações em janeiro de 2013, quando se fechará um novo acordo.
Quanto aos efeitos do Decreto 12.583/11 nas Universidades, também conseguiram avançar ao arrancarem do governo o compromisso formal de que serão realizadas reuniões para solucionar tais problemas ao tempo em que retorna às Instituições a responsabilidade pela tramitação dos processos referentes aos direitos garantidos no Estatuto do Magistério Superior, referentes a afastamento para pós-graduação, promoções, progressões e mudança no regime de trabalho.
Diante desta nova situação, em que de fato negociações ocorreram, a categoria já convocou assembléias nas quatro Universidades para a próxima terça (14) onde avaliarão a nova formulação do Termo do Acordo Salarial e do Termo de Compromisso, referente ao Decreto, sinalizando para a suspensão da greve após a assinatura dos mesmos, já proposta pelo governo para ocorrer em reunião na próxima quarta (15), às 10h, na SEC. A partir daí, e do pagamento imediato dos salários cortados, a greve poderá ser encerrada.
O novo Termo de Acordo reduz o prazo de restrições a novos ganhos reais de salários de quatro para dois anos e já foi aceito pelas Associações Docentes. Sobre o Termo de Compromisso, o governo aceitou a maioria das alterações propostas pelos professores, entre elas, o estabelecimento de reuniões ordinárias bimestrais para discutir soluções para os impactos do Decreto nas Universidades, e não trimestrais como proposto anteriormente, com data de início para 20 de junho, com o Fórum das 12 (estudantes, professores, técnicos), reitores e governo.
Para o coordenador da Associação dos Docentes da Uefs (Adufs), Gean Santana, as negociações avançaram significativamente. “Vamos levar as novidades para nossa base na assembleia certos de que estamos perto de um desfecho, que embora não seja o almejado no início da greve, é uma conquista que mostra o sentido e a importância da luta e a força do Movimento Docente”, finaliza.
Foto: Gilberto Júnior // Bocão News