Educação

Professores da rede municipal de Salvador ameaçam não aderir movimento da APLB

Na próxima terça-feira (18), acontece uma assembleia geral, no Ginásio dos Bancários

Publicado em 16/07/2017, às 16h50    Divulgação    Redação BNews

Na próxima terça-feira (18), a APLB Sindicato realiza uma assembleia geral, no Ginásio dos Bancários, em Salvador. Na semana passada, o sindicato se reuniu com representantes de escolas da rede municipal e discutiu propostas que serão levadas para apreciação e deliberação da assembleia, dando continuidade à agenda de mobilização da campanha salarial 2017. Na oportunidade, os educadores podem definir se entram em greve.
Mas, de acordo com informações obtidas pelo BNews, nem todos os professores da rede municipal estão de acordo com o sindicato que representa a categoria. “Na próxima Assembleia vamos votar contra a greve, não podemos entrar nesse jogo da prefeitura e a APLB. Vamos lembrar da greve de 2016, quando iniciamos uma greve precipitada apenas pela reserva, que gerou desgaste para não lutar pelo reajuste. Vamos mostrar a realidade para nossas comunidades, chamar os pais para nosso lado”, informa trecho de uma convocação enviada ao site.
Ainda de acordo com esta parte da categoria, na quarta-feira (19), eles prometem convocar os pais dos alunos para mostrar “todas as mazelas”, como “falta de materiais pedagógicos, materiais didáticos, de professores, de gás e merenda escolar, e também falta de fardamento há três anos”.
Segundo este grupo de professores, eles vão apresentar aos pais que “os nossos salários estão defasados por mais de dois anos e mostrar os nossos contracheques. Vamos chamar nossos alunos para reforçar nossas trincheiras. Mostrar para eles que em ano eleitoral ganharam mochila, estojos, garrafas e diversos materiais, porém, nesse ano não ganharam nem um lápis”.
Procurada pelo site, a diretora de administração do sindicato, Elza Souza Melo, afirmou que desconhece esse movimento e foi categórica: “quem decide a greve é a categoria. Se tem posição diferenciada, tem dizer isso em assembleia. Eu não posso dizer que vamos decretar greve, porque quem decide é a categoria”.

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