Os professores de Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, permanecem acampados na Câmara da cidade e rejeitaram, na manhã desta quarta-feira (4), a abertura da sessão extraordinária que poderia definir os rumos da paralisação. "Nós rejeitamos porque entedemos que os vereadores iriam acatar à proposta da prefeita Moema Gramacho", afirmou o Coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas (ASPROLF), Valdir Silva.
Segundo ele, os grevistas irão permanecer na Câmara sem previsão para sairem de lá. "Vamos ficar. Hoje a tarde iremos definir os rumos do movimento mesmo sabendo que podem tirar a gente daqui", disse.
No início da noite desta terça-feira (03), profissionais da educação da cidade de Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, se reuniram na Praça Municipal da cidade, que fica em frente a Câmara dos Vereadores, para acompanhar as discussões da sessão extraordinária. Na oportunidade, ocorreria a leitura do projeto de lei do Executivo, que
altera o estatuto e plano de carreira do magistério retirando os direitos dos profissionais da educação escolar. A categoria está em greve desde a última segunda-feira (02).
Ainda de acordo com o representante dos trabalhadores, a categoria é contra a proposta apresentada pela prefeitura, já que hoje eles recebem 54% de gratificação e a prefeita Moema Gramacho (PT) teria diminuído para 30% e posto a diferença no vencimento base. Os trabalhadores acreditam, caso o projeto for aprovado pelo Legislativo, que mais de 2.000 trabalhadores serão prejudicados.