Educação

“Corpo no chão”: Canto de alunos em escola gera indignação na web; ASSISTA

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Os estudantes cantam uma música com apologia à violência acompanhado da supervisão de um militar  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 01/12/2025, às 13h01 - Atualizado às 13h58



Um vídeo que viralizou nas redes sociais na última sexta-feira (28) mostra o momento em que estudantes cantam uma música com apologia à violência no Colégio Estadual Cívico-Militar João Turin, em Curitiba.

Nas imagens, divulgadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), é possível ver os estudantes marchando em volta de uma quadra, sob supervisão de um militar da reserva, enquanto entoam uma canção que faz referência ao Batalhão de Operações Especiais (Bope), unidade da Polícia Militar (PM).

"Homem de preto, o que é que você faz? Eu faço coisas que assusta o satanás. Homem de preto, qual é sua missão? Entrar na favela e deixar corpo no chão. O Bope tem guerreiros que matam fogueteiros. Com a faca entre os dentes, esfola eles inteiros. Mata, esfola, usando sempre o seu fuzil", descreve a música

Em nota, a Secretaria de Educação do Paraná (Seed) disse que convocou os diretores da escola onde os alunos foram filmados cantando a música. A pasta não indicou quando haverá uma conversa com eles.

A data da gravação não foi revelada. O secretário de educação Roni Miranda afirmou que apura se o vídeo é atual ou de um caso que aconteceu em 2023.

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A presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, que representa os trabalhadores da educação pública do Paraná, afirmou que o acontecimento é chocante.

"É chocante ver que a escola pública esteja sendo usada para promover uma doutrinação ideológica extremista, que prega o ódio, a violência, o massacre e o extermínio de comunidades periféricas. Isso é muito grave e reforça a nossa luta contra a militarização da educação e a urgência do Poder Judiciário determinar o fim desse programa ilegal e inconstitucional", disse.

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