Educação
por Bernardo Rego
Publicado em 26/02/2026, às 17h44
O Censo Escolar 2025 divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aponta que em 2025 foram contabilizadas 46 milhões de matrículas nas 178,8 mil escolas de educação básica no Brasil.
Apesar disso, foi registrada uma queda 2,29% nas matrículas do ensino básico, em comparação a 2024, quando foram registradas 47.088.922 estudantes. A queda corresponde a 1, 082 milhão de alunos a menos.
O coordenador-geral de Controle de Qualidade e Tratamento da Informação, da Diretoria de Estatísticas Educacionais (Deed) do Inep, Fábio Bravin, comentou o resultado e disse não ser um problema.
“No último ano, o Brasil teve uma redução de 1 milhão de matrículas na educação básica, mas isso não é um problema, porque a taxa de frequência em escolas e creches cresce gradativamente todos os anos, chegando a 97,2% em 2025. Dessa forma, a redução se justifica pela queda da população brasileira na faixa etária educacional e pela redução na retenção de alunos fora da idade adequada para a educação, diminuindo a distorção da idade-série e trazendo melhoras significativas na aprendizagem do Brasil”, esclareceu.
Segundo o Censo, em 2025, a educação infantil alcançou o maior patamar de crianças de 0 a 3 anos com acesso à creche (41,8%), aproximando-se da meta de 50% estabelecida pelo PNE.
Em relação à frequência escolar, na faixa etária até 3 anos de idade, a taxa de atendimento subiu 4,3 pontos percentuais entre 2019 e 2024, atingindo 39,8%. A matrícula na creche, onde estudam as crianças até 3 anos, não é obrigatória. Já na faixa etária de 4 a 17 anos, quando a frequência à escola é obrigatória, a frequência chega a 97,2%, de acordo com os dados do IBGE de 2024.
Idade-série
A taxa de distorção idade-série na rede pública de ensino também apresentou redução. De acordo com o levantamento do Inep, no ensino fundamental e no ensino médio, o atraso escolar caiu 4,3 p.p. e 10,3 p.p., respectivamente, na comparação de 2021 com 2025. No ensino fundamental, a distorção passou de 15,6% para 11,3% e no ensino médio houve uma queda de 27,9% para 17,6% durante o mesmo período.
De acordo com o Censo, em todas as etapas de ensino, o atraso escolar do segmento de alunos que se declara pretos ou pardos é maior do que entre os alunos que se declaram brancos.
Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, a distorção idade-série no ensino médio, por exemplo, teve uma redução de 61% de 2022 a 2025. “Nós saímos de 27,2% para 13,99% só no 3° ano do ensino médio”, destacou. “O Brasil praticamente universalizou o acesso à escola. Precisamos garantir a qualidade, a equidade”, acrescentou.
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Bernardo Rego
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