Educação

Escasssez? Ufba reduz estoque de itens de higiene após corte no orçamento

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Professores revelaram que o motivo seria corte de orçamento na Ufba  |   Bnews - Divulgação Divulgação

Publicado em 14/10/2024, às 09h46   Cadastrado por Emilly Giffone



Um comunicado pegou os professores do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Federal da Bahia (Ufba) de surpresa no início deste mês. Os docentes foram informados de que haverá redução no fornecimento de sabonete líquido e papel toalha para uso comum de departamentos e laboratórios. 

De acordo com o jornal Correio, a baixa no fornecimento acontecerá na unidade do Vale do Canela e o motivo seria o corte financeiro na instituição. 

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“Os cortes feitos pelo Governo Federal afetam nós, que somos pesquisadores, que precisamos de subsídios da universidade. Estamos tendo dificuldades com itens básicos como comprar cartuchos para impressora e papel. Tudo está contido”, afirmou um docente, que preferiu não se identificar. 

O anúncio foi feito pelo setor de Almoxarifado e Patrimônio da Ufba através de e-mail. A previsão é de que a reposição aconteça quando houver a liberação do orçamento. “Em razão da grave situação orçamentária vivenciada pela Ufba, o almoxarifado central está com estoque baixíssimo de diversos materiais de consumo, e, por ora, no aguardo de liberação de recurso para compra”, informa o aviso. 

Para amenizar o ocorrido, os professores levam seus kits de higiene quando vão dar aula, principalmente no turno da noite. “Depois das 21 horas, não há mais funcionários da limpeza e nem da informática. Se faltar papel higiênico, como acontece, só é reposto no dia seguinte. Quem fica até às 22h30 na universidade, não tem nenhum tipo de assistência", contou outra fonte. 

A Ufba não se pronunciou em relação à redução dos produtos de higiene, mas afirmou que segue na tentativa de liberar recursos financeiros emergenciais. 

“A Universidade Federal da Bahia lamenta que, mais uma vez, a educação pública superior seja atingida por contingenciamentos e bloqueios de recursos que comprometem planos, contratos, projetos, impactam a manutenção, obras e, consequentemente, o desenvolvimento de pessoas”, disse em nota.

O Ministério de Educação (MEC) destacou que o valor bloqueado, equivalente a R$ 18,6 milhões, deve ser liberado até dezembro: “O remanescente do limite (10%) será liberado até dezembro de 2024. Permanece bloqueado somente o orçamento decorrente de emendas parlamentares (RP2) destinadas às Ifes".

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