Educação
Na segunda-feira (8), um grupo de estudantes ocupou a administração central da USP (Universidade de São Paulo) em protesto contra a qualidade das refeições do RU (Restaurante Universitário), o valor do auxílio do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil e a falta de diálogo com a reitoria. A ação ocorreu no mesmo dia em que uma assembleia estudantil havia recomendado o fim de uma greve que durava 54 dias.
Em manifesto nas redes sociais, os envolvidos afirmaram ser um grupo independente, sem ligação com o diretório acadêmico responsável pela paralisação iniciada em 14 de abril.
A greve foi uma das maiores mobilizações da última década na universidade, com adesão de 43 unidades. O período foi marcado por momentos de tensão, como a ocupação da reitoria em maio, que terminou com intervenção da PM (Polícia Militar), uso de bombas de gás e formação de um corredor polonês para desocupação do prédio.
Sobre o episódio mais recente, a USP informou que houve violência por parte dos manifestantes, com uso de fogos de artifício contra a guarda universitária. “Diversos membros da guarda universitária sofreram escoriações e pelo menos três tiveram ferimentos mais graves e foram levados ao Hospital Universitário”, diz a nota.
Vídeos mostram estudantes defendendo a ocupação, chamada por eles de “Dia do Revide”. No manifesto, o grupo classificou a ação como parte da luta por melhores condições de permanência na universidade.
A reitoria propôs reajustar o auxílio de R$ 885 para R$ 912, com objetivo de recompor perdas inflacionárias desde 2022. A gestão também prometeu intervenções no Crusp (Conjunto Residencial da USP) e melhorias na comunicação com os estudantes.
Protesto na USP: violência e reivindicações estudantis
— bnewsvideos (@bnewsvideos) June 10, 2026
A reitoria da USP responde a ocupação com proposta de aumento no auxílio, enquanto estudantes enfrentam tensões e violência pic.twitter.com/6mL28z4JB8
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