Educação

Família acusa orientador do SESI de violência psicológica contra filho com TDAH; instituição rebate

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Escola alega desconhecer casos e denúncias; ocorrências registradas datam de 2023  |   Bnews - Divulgação Reprodução/SESI
Cadastrado por Maurício Viana

por Cadastrado por Maurício Viana

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Publicado em 12/11/2024, às 07h25 - Atualizado às 08h00



Um possível caso de violência psicológica cometido por um orientador educacional na Escola SESI Djalma Pessoa, em Piatã, Salvador, foi denunciado pela mãe de um estudante.

O BNEWS teve acesso ao relato da mãe de um aluno, diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH), onde consta que o filho foi tratado com grosseria pelo orientador, que o teria responsabilizado pelas dificuldades escolares enfrentadas pelo jovem.

Segundo o relato da mãe, o jovem, que ingressou no 1º ano do Ensino Médio em 2022, aos 19 anos, precisava de acompanhamento especial devido à sua condição. No entanto, ela afirma que o orientador da escola o tratava de forma hostil e atribuía ao filho a responsabilidade pelo baixo desempenho acadêmico, o que gerou preocupação na família.

No ano seguinte, o aluno permaneceu na instituição, mas a situação piorou, segundo a mãe do jovem. Antes, ele realizava provas em uma sala especial, com adaptações para o TDAH. No entanto, após a saída do psicólogo que o acompanhava, a escola teria solicitado que ele passasse a fazer as avaliações nas condições comuns. A mudança, segundo a família, gerou desmotivação e resultou em frequentes faltas às aulas.

Diante da resistência do orientador em oferecer alternativas ao aluno, a família decidiu transferi-lo de escola, declarando que “a instituição não sabe tratar alunos com TDAH.”

Ainda segundo a mãe do jovem, ao solicitar a transferência, a filha dela encontrou a mãe de outro aluno, que também estava encerrando o vínculo com a instituição devido a motivos semelhantes, incluindo perseguição e violência psicológica.

Atualmente, o profissional foi transferido para a função de bibliotecário, com atividades restritas ao setor administrativo e sem contato direto com os alunos.

Posicionamento do SESI
Em resposta ao BNEWS, o SESI Bahia informou que não há registros formais sobre as denúncias de violência psicológica e afirmou que qualquer caso recebido pela direção é analisado para eventuais medidas corretivas.

Leia a íntegra da nota:
"O SESI Bahia não identificou nenhum registro formal de queixa por prática de violência psicológica contra estudantes envolvendo qualquer dos seus funcionários.

É importante ressaltar que todo e qualquer caso que chegue ao conhecimento da direção da escola recebe tratamento, para adoção de medidas corretivas, se necessário.

Diante da inexistência de registro formal de ocorrência, fica o episódio carente de materialidade para que o SESI possa se manifestar com maior assertividade. Mesmo não tendo recebido nenhuma notificação formal - por parte de estudantes e/ou de seus responsáveis -, envolvendo profissionais da rede, a instituição se coloca à disposição das famílias que porventura tenha se sentido afetadas para que, por meio do diálogo, tudo seja esclarecido.

O SESI Bahia tem o propósito de educar, seguindo os valores de formação cidadã plena em condições de liberdade, solidariedade, dignidade, respeitando e valorizando as diferenças. Repudia incondicionalmente qualquer ato de desrespeito à pessoa e está integralmente comprometido com os valores estabelecidos no Código de Conduta Ética da entidade, que coíbe toda e qualquer prática de desrespeito ao indivíduo".

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