Educação

Taxa de analfabetismo atinge 3 a cada 10 brasileiros adultos; vaja dados

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Analfabetismo reforça série de problemas relacionados a desigualdade social  |   Bnews - Divulgação Freepik
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 08/09/2025, às 15h53



O Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), ONG que realiza projetos relacionados à melhoria da educação pública, apontou que a taxa de analfabetismo no Brasil atinge três a cada dez adultos, com idade entre 15 a 64 anos.

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De acordo com o g1, as pessoas que se encontram na estatística são analfabetos funcionais. Ou seja, conseguem ler somente palavras isoladas, frases curtas, ou apenas identificar números familiares, como números telefônicos, endereços, preços e afins.

A presidente do Conselho de administração da Cenpec, Anna Helena Altenfelder, ressalta que o analfabetismo compromete a inclusão das pessoas na sociedade e alerta que o problema atinge, em sua grande maioria, pessoas mais velhas, negras, e indígenas.

“Ser cidadão significa participar de diferentes instâncias e esferas sociais. Para isso, é fundamental dominar as competências de leitura e escrita para que a pessoa possa se informar, possa participar da vida comunitária, possa se inserir no mundo do trabalho. Portanto, leitura e escrita são ferramentas essenciais para entender a realidade, atuar criticamente sobre ela, entender os seus lugares de pertencimento, entender o mundo”, destacou. 

Em relação aos analfabetos funcionais, o Brasil ainda segue no mesmo patamar alcançado em 2018, com 29%, O grupo mais afetado é o de pessoas entre 40 a 64 anos. Entre as pessoas com 50 anos ou mais, o número chega a atingir 51%.

O Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) destaca que o dado mostra o “efeito positivo das políticas de inclusão e valorização da escola para crianças e jovens realizadas nas últimas duas décadas. 

Anna Helena ressalta que a falta da alfabetização é um reflexo histórico do Brasil, tornando a questão como um problema estrutural. “Nos primórdios do Brasil, os analfabetos eram os negros, os indígenas, as mulheres. Pouquíssimas pessoas sabiam ler e escrever, e este privilégio era resguardado aos homens brancos", enfatizou. 

Classificação Indicativa: Livre

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