Educação

Mais de 30 municípios da Bahia registram avanço no IDEB entre 2023 e 2025

Jefferson Peixoto/PMS
IDEB não considera desigualdades e infraestrutura escolar  |   Bnews - Divulgação Jefferson Peixoto/PMS
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 06/08/2026, às 08h39 - Atualizado às 08h46



As parcerias entre prefeituras e organizações como o ICEP (Instituto Chapada de Educação e Pesquisa) e o projeto Bracell Social geraram resultados práticos no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) entre 2023 e 2025.

As notas de mais de 30 municípios da Bahia cresceram. Na Chapada Diamantina, 83% das redes parceiras ultrapassaram a meta nos anos iniciais e 82% cresceram nos anos finais do Ensino Fundamental.

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Cidades como Aramari, Cardeal da Silva e Aporá tiveram um crescimento expressivo no indicador. Aramari evoluiu de 5,1 no IDEB de 2023 para 5,7 em 2025. Cardeal da Silva aumentou seu IDEB em 1,5 ponto, enquanto Aporá apresentou crescimento de 1,4 ponto entre 2023 e 2025. A melhora é atribuída a planejamento pedagógico, formação continuada de professores e monitoramento constante.

“A rede de ensino precisa fazer uma análise minuciosa dos dados que compõem o indicador, por não refletir dimensões essenciais da educação básica, como a qualidade do ensino desenvolvido em sala de aula, as condições de infraestrutura das escolas, a qualidade da formação dos profissionais, os dados de equidade e a gestão escolar”, defende a  Coordenadora Pedagógica Territorial, Ana Falcão.

Dentre os municípios que integram o projeto Educação Continuada, promovido pela Bracell, por meio do programa Bracell Social, 10 registraram crescimento no IDEB em relação ao ciclo anterior, aferido em 2023: Alagoinhas, Aramari, Araçás, Aporá, Cardeal da Silva, Cachoeira, Conde, Entre Rios, Itanagra e Ouriçangas. Já Terra Nova e Inhambupe mantiveram os resultados alcançados na edição anterior.

O IDEB é calculado com base em apenas dois fatores: Taxa de aprovação (fluxo escolar) e provas de português e matemática. O indicador não mostra se a melhoria atinge todos de forma igual ou se desconsidera desigualdades de raça, renda, gênero, deficiência ou localização geográfica.

O índice também não avalia se as escolas têm estrutura adequada como laboratórios, bibliotecas e saneamento. Não mede o progresso do aluno ao longo da sua trajetória escolar e a capacidade do estudante produzir textos complexos, oratória ou pensamento crítico.

SDAs

O ICEP utiliza um instrumento próprio chamado Situações Didáticas Avaliativas (SDAs), que são atividades aplicadas duas vezes ao ano diretamente na sala de aula. As SDAs avaliam a capacidade de leitura crítica, produção de texto, oralidade e raciocínio matemático para o dia a dia ao invés de focar apenas em responder testes de múltipla escolha, como ocorre no Saeb/IDEB.

As SDAs identificam as dificuldades de cada aluno em tempo real, permite que o professor possa ajustar a forma de ensinar antes do fim do ano letivo, foca na aprendizagem de fato e não apenas na nota.

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