Educação
por Silvânia Nascimento e Victória Valentina
silvania.nascimento@bnews.com.br
Publicado em 02/06/2026, às 10h22
Professores, coordenadores e demais trabalhadores da rede municipal de ensino de Salvador realizam, nesta terça-feira (2), uma assembleia para cobrar o cumprimento de pontos acordados com a Prefeitura após a greve da categoria realizada no ano passado. O encontro acontece no Ginásio dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos, e discute reivindicações pendentes e os próximos passos do movimento.
Em entrevista ao Giro Baiana, da rádio Baiana FM (89.3), a vice-coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Marilene Betros, afirmou que a categoria decidiu suspender a greve de 2025 após firmar um acordo com a gestão municipal. No entanto, segundo ela, diversas medidas ainda não teriam sido colocadas em prática.
"Nós suspendemos uma greve histórica, que durou mais de 70 dias, mas saímos com um acordo que precisa ser cumprido. O prefeito precisa honrar aquilo que foi assinado", disse.
A categoria reivindica, entre outros pontos, o retorno gradual de uma gratificação retirada da categoria, melhorias na climatização das escolas, pagamento de retroativos referentes à mudança de nível de servidores, além da liberação de aposentadorias e licenças-prêmio que, segundo o sindicato, seguem pendentes.
Marilene criticou a infraestrutura precária das unidades de ensino. De acordo com ela, a instalação de aparelhos de ar-condicionado não tem sido suficiente para garantir a climatização adequada dos ambientes.
"Não adianta colocar os equipamentos sem manutenção ou sem adequar a rede elétrica das escolas. Queremos uma climatização real, não apenas um discurso", declarou.
Na assembleia, a categoria também discute a realização de uma paralisação no próximo dia 10 de junho. Batizado de "Forró da Resistência", o ato tem como objetivo chamar a atenção da população para as demandas dos trabalhadores da educação.
Questionada sobre a possibilidade de uma nova greve, a vice-presidente da APLB afirmou que o cenário ainda está sendo avaliado.
"A paralisação do dia 10 será um alerta. Depois disso, continuaremos avaliando os rumos do movimento. Nada está descartado", declarou.
Assista à entrevista completa:
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