Educação

Professores da rede municipal de Salvador marcam paralisação para cobrar cumprimento de acordos: 'Nada está descartado'

Silvânia Nascimento/BNews
A vice-coordenadora da APLB destaca que acordos firmados com a Prefeitura de Salvador ainda não foram implementados  |   Bnews - Divulgação Silvânia Nascimento/BNews


Professores, coordenadores e demais trabalhadores da rede municipal de ensino de Salvador realizam, nesta terça-feira (2), uma assembleia para cobrar o cumprimento de pontos acordados com a Prefeitura após a greve da categoria realizada no ano passado. O encontro acontece no Ginásio dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos, e discute reivindicações pendentes e os próximos passos do movimento.

Em entrevista ao Giro Baiana, da rádio Baiana FM (89.3), a vice-coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Marilene Betros, afirmou que a categoria decidiu suspender a greve de 2025 após firmar um acordo com a gestão municipal. No entanto, segundo ela, diversas medidas ainda não teriam sido colocadas em prática.

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"Nós suspendemos uma greve histórica, que durou mais de 70 dias, mas saímos com um acordo que precisa ser cumprido. O prefeito precisa honrar aquilo que foi assinado", disse.

A categoria reivindica, entre outros pontos, o retorno gradual de uma gratificação retirada da categoria, melhorias na climatização das escolas, pagamento de retroativos referentes à mudança de nível de servidores, além da liberação de aposentadorias e licenças-prêmio que, segundo o sindicato, seguem pendentes.

Marilene criticou a infraestrutura precária das unidades de ensino. De acordo com ela, a instalação de aparelhos de ar-condicionado não tem sido suficiente para garantir a climatização adequada dos ambientes.

"Não adianta colocar os equipamentos sem manutenção ou sem adequar a rede elétrica das escolas. Queremos uma climatização real, não apenas um discurso", declarou.

Na assembleia, a categoria também discute a realização de uma paralisação no próximo dia 10 de junho. Batizado de "Forró da Resistência", o ato tem como objetivo chamar a atenção da população para as demandas dos trabalhadores da educação.

Questionada sobre a possibilidade de uma nova greve, a vice-presidente da APLB afirmou que o cenário ainda está sendo avaliado.

"A paralisação do dia 10 será um alerta. Depois disso, continuaremos avaliando os rumos do movimento. Nada está descartado", declarou.

Assista à entrevista completa:

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