Educação
Os professores da rede municipal de ensino de Dias d’Ávila seguem em estado de greve e realizam paralisação das atividades até esta sexta-feira (23), diante da ausência de avanços nas negociações com a gestão municipal.
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A decisão foi tomada em assembleia realizada na última semana e reflete a falta de resposta oficial sobre o Plano de Carreira, protocolado há três anos, além do reajuste salarial da categoria em 2026. De acordo com o representante sindical Lionardo Bispo, o impasse se arrasta desde a entrega formal da proposta do plano ao Executivo.
“O cenário de impasse não é recente. Há cerca de três anos, desde a entrega formal do texto do Plano de Carreira pela comissão ao Executivo, a categoria aguarda uma devolutiva oficial. Até este ano, não houve retorno formal por parte da Prefeitura à comissão técnica e aos trabalhadores, o que tem prolongado o impasse”, afirmou.
Os trabalhadores alegam que a ausência de registros oficiais e encaminhamentos concretos compromete a garantia de direitos. Entre as principais demandas estão a reestruturação do Plano de Carreira e a atualização salarial, consideradas essenciais para a valorização profissional e a qualidade do ensino público no município.
O sindicato informou ainda que solicitou uma reunião direta com o prefeito, decisão deliberada em assembleia e formalizada por meio de ofício. No entanto, segundo a entidade, não houve resposta até o momento, além de críticas à condução das negociações por parte da gestão.
A Secretaria de Educação do município confirmou que a devolutiva sobre o Plano de Carreira ainda não foi apresentada e que o reajuste salarial segue sem definição. Em reuniões técnicas, foi informado que a resposta sobre o plano deve ser adiada para o dia 20 de maio, embora documento oficial mencione apenas um prazo de 30 dias, sem especificar data.
Para o sindicato, a falta de clareza aumenta a insegurança da categoria. A entidade também critica o tom adotado pela gestão em comunicações oficiais, apontando a existência de ameaças em vez de abertura ao diálogo. O pedido de audiência com o prefeito, considerado urgente pelos trabalhadores, continua sem retorno.
Além da paralisação desta semana, a categoria aprovou novas interrupções das atividades nos dias 27 de abril, 5 e 14 de maio. Uma nova assembleia geral está prevista para o dia 20 de maio.
Os profissionais reivindicam melhores condições de trabalho nas escolas, a implementação do Plano de Carreira e a atualização do piso salarial com impacto na progressão da carreira. Apesar da Medida Provisória que estabelece o novo piso nacional do magistério para 2026, a prefeitura ainda não confirmou a aplicação do reajuste.
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