Educação
Dados divulgados pelo CWUR (Centro para Rankings Universitários Mundiais), apontaram que 45 das 52 universidades brasileiras caíram de posição no ranking mundial de 2026. Essa queda, que atingiu 87% das instituições, se deu pelo desempenho na pesquisa e na competição global.
"O declínio das universidades brasileiras reflete anos de financiamento inadequado e a desvalorização da ciência e da educação como bens públicos", justificou o presidente do CWUR, Dr. Nadim Mahassem. Para ele, o enfraquecimento no ensino superior pode vir a impactar o pilar do desenvolvimento científico, inovação e na perspectiva brasileira de longo prazo.
Neste cenário, a Universidade Federal da Bahia (UFBA), única instituição baiana presente na lista, manteve a mesma colocação registrada no ano anterior, ocupando a 1024° posição mundial e permanecendo em 21º lugar no cenário nacional.
A liderança brasileira continua com a Universidade de São Paulo (USP), considerada a melhor universidade do país, embora tenha caído para a 119° posição no ranking global. Na sequência, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que perdeu 15 posições, enquanto a Unicamp recuou dez colocações no ranking mundial, ocupando o segundo e o terceiro lugares entre as instituições brasileiras respectivamente.
Segundo o g1, os maiores indicadores do CWUR, para classificar as instituições do ensino superior sem necessariamente depender da opinião externa são: educação com peso de 25% focado no presente de ex-alunos, empregabilidade com 25% com o foco em vagas ocupadas nas grandes empresas, corpo docente (10%) baseado por docentes de alto nível e pesquisa (40%) que abrange produções de pesquisa, citações e influências.
Entre as dez instituições brasileiras mais bem posicionadas no ranking estão a USP, UFRJ, Unicamp, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Internacionalmente, o grande foco é a China, marcada por investimentos contínuos. Enquanto Harvard lidera o ranking por quinze anos, seguida pelo MIT e Stanford, cerca de 98% das universidades chinesas subiram de posição, tornando o país o mais representado no Global 2000 com 47 instituições a mais que os Estados Unidos.
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