Eleições / Eleições 2022
Publicado em 01/10/2022, às 15h51 - Atualizado às 16h00 Camila Vieira
Neste domingo (2), mais um capítulo da República do Brasil se desenhará. Eleitores irão às urnas, em todo país e fora dele, escolher quem irá presidir a nação brasileira nos próximos quatro anos. Entre os favoritos estão os opositores, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Embora os conflitos tenham se evidenciado nas últimas semanas, por causa da proximidade do pleito e dos debates em redes de TV, ambos estiveram em campanha e trocando farpas nos últimos anos. Enquanto o petista fala que representa o “bem” frente a “maldade” atribuída a Bolsonaro, o atual chefe do Palácio do Planalto insinua que Lula é “ladrão” e corrupto.
O silêncio de Lula teve dias contados. Em abril de 2018, foi condenado à prisão por 12 anos e 1 mês pelo caso do triplex. O ex-presidente foi preso e, enquanto estava na cadeira, foi condenado a mesma sentença para o caso do sítio. No ano seguinte, o STF passou a entender que a prisão em segunda instância seria inconstitucional. Então, os réus só poderiam ser presos quando todos os seus recursos fossem esgotados. Com essa decisão, Lula foi solto após passar 580 dias encarcerado.
Em seu primeiro discurso depois de deixar a cadeia, em Curitiba, o ex-presidente Lula anunciou sua volta à arena política com promessa de viagens pelo Brasil, com o intuito de defender um novo projeto para o país. Ele fez ataques ao governo Bolsonaro e aos responsáveis pela sua condenação pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, como o ex-juiz Sergio Moro, representantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
O ex-presidente voltou a defender sua inocência, disse crer que "dignidade não se compra em shopping center, em feira ou bar", e que a sua teria sido ferida por seus acusadores. Lula prometeu "lutar para melhorar a vida do povo brasileiro", que segundo ele "está uma desgraça", e ser contraponto ao governo Bolsonaro.
No dia em que o ex-presidente teve de volta a liberdade, o presidente em exercício silenciou. No dia seguinte fez publicações e chamou Lula de "canalha" e disse que ministro Paulo Guedes é "destruidor de sonhos". O que foi dito por Bolsonaro, na última quinta-feira (29), teria sido dito no passado. Ele foi enfático em dizer que os processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) só “deixaram de existir” porque existia um “amiguinho” no Supremo Tribunal Federal (STF).
Lá atrás, há 15 meses da eleição, pesquisas já desenhavam o cenário eleitoral que ainda era tão distante. De acordo com a Quaest Consultoria e Pesquisa e pelo banco Genial Investimentos, que entrevistou eleitores à época, Lula ganharia de Bolsonaro caso se enfrentassem num segundo turno. O placar seria de 54% das intenções de voto para o petista contra 33% do atual ocupante do Planalto.
Há alguns meses, Bolsonaro começou a levantar suspeitas sobre a legitimidade do processo eleitoral e mais uma vez Lula não se calou. "Não aceitem terrorismo, esse cidadão foi eleito pela urna eletrônica todos esses anos. Ele está desconfiado do povo brasileiro que não vai votar nele, é disso que ele está com medo", disse Lula.
Fato é que desde a saída de Lula da prisão, a campanha eleitoral para presidência do Brasil ganhou força. Durante os últimos anos foi possível assistir o ex-presidente defendendo sua volta como salvação da nação e o presidente em exercício apostando na sua permanência como salvador da pátria. Fato é que nunca na história da política se viu uma campanha começar com tanta antecedência ao pleito.
Relembre aqui:
Lula e Bolsonaro passaram os últimos 4 anos em campanha eleitoral; relembre pic.twitter.com/eeXCmeflow
— BNews (@bnews_oficial) October 1, 2022
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