Eleições

A câmara federal petista

Imagem A câmara federal petista

Depende de como vai acabar o 2º turno e também de alianças serem mantidas

Publicado em 04/10/2010, às 15h44        Luiz Fernando Lima


A apuração dos votos ainda não acabou. Acre, Pará e Rio Grande do Norte ainda não concluíram a apuração, mas a composição das cadeiras no Congresso Nacional já está definida. Como era esperado, a base governista, quer dizer, governista se Dilma Rousseff confirmar nas urnas em 31 de outubro o favoritismo que carregou no primeiro turno, foi ampliada e tem a maioria necessária para aprovar quaisquer projetos que deseje. Ao menos, este é o prognóstico feito com base nas alianças eleitorais, no entanto, nunca se sabe se haverá manutenção de parcerias durante o mandato.

Na Bahia, a vitória da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ainda mais esmagadora. Dos 39 parlamentares do estado, 30 são governistas. No geral, o PT alcançou 88 cadeiras na Câmara Federal tendo a maior bancada da casa, o partido é seguido pelo aliado PMDB, com 80. Já o PSB, que também é da base petista saiu dos 27 deputados e foi para 36. Os socialistas na Bahia conseguiram emplacar a primeira senadora do estado, Lídice da Mata, contudo isto custou a vaga na Câmara, já que a ex-prefeita de Salvador não conseguiu fazer sucessão para a casa baixa. A principal aposta dos socialistas, Domingos Leonelli, que foi secretário de Turismo do governo Wagner não conseguiu corresponder às expectativas e não se elegeu.

O Partido dos Trabalhadores emplacou sozinho dez deputados federais no estado. Em Pernambuco, a base governista elegeu 20 deputados federais sendo que o estado tem direito a 25 assentos. E assim foi na maior parte do país.

Figuras carimbadas da política baiana ficaram de fora da lista dos eleitos por voto popular. O interessante é que estes candidatos derrotados pertencem aos mais diversos partidos e correntes políticas. São os casos de Emiliano (PT), Colbert Martins (PMDB), João Almeida (PSDB), Marcelo Guimarães (PMDB) e Sergio Barradas Carneiro (PT).

Quantitativamente os maiores derrotados na disputa pelas vagas da Câmara Federal foram os Democratas, que perderam quatro cadeiras. A legenda que teve novamente o candidato mais votado, ACM Neto, com 328 mil votos, também teve desempenho pífio para Assembleia Legislativa do Estado. Sem contar a chapa majoritária. O governador reeleito Jaques Wagner (PT) em entrevista após a eleição afirmou que não se preocupa com o futuro do DEM, mas que certamente o enfraquecimento é sinal de que a hegemonia política do estado mudou. De acordo com Wagner, esta hegemonia se refere à forma de se pensar o estado e o país. Para além, o petista defendeu a existência da oposição como necessária para a boa democracia.      

O Partido Verde, assim como PSB, sacrificou seu candidato mais forte Edson Duarte, colocando-o para disputar o Senado, o outro quadro da legenda saiu para concorrer ao Governo do Estado, Luiz Bassuma. Os dois foram derrotados e os esforços de Bassuma para eleger a esposa Rose não deram resultado, de modo que os verdes não fizeram nenhum parlamentar federal na Bahia.

Em tese, a próxima gestão será iniciado por um bloco muito grande pertencente ao grupo petista, no entanto, em se tratando de PMDB, o PT terá que sentar à mesa das concessões para segurar a estabilidade da aliança. Na  Bahia, a configuração é diferente, até porque, os dois partidos, PT e PMDB, estão rachados.

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