Eleições

A definição do PT vai ser o fiel da balança, avalia historiador político

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Em sua avaliação, o presidenciável Ciro Gomes ainda tem a seu favor o “vácuo” no campo de pré-candidaturas da esquerda  |   Bnews - Divulgação Alan Marques/Folhapress

Publicado em 20/07/2018, às 09h40   Guilherme Reis



O historiador político da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Carlos Zacarias, acredita que o apoio do “Centrão” a Geraldo Alckmin (PSDB) não deve causar muitas alterações no pré-cenário eleitoral nos próximos dias. Em sua avaliação, o presidenciável Ciro Gomes (PDT) ainda tem a seu favor o “vácuo” no campo de pré-candidaturas da esquerda. 

“As coisas vão começar a se configurar agora, com o início da campanha política. Esse deslocamento do ‘Centrão’ para Alckmin é uma característica desse grupamento que não tem um perfil ideológico definido, que se movimenta de acordo com as circunstâncias. Mas não me parece que isso altere o cenário para os próximos dias. Isso vai acontecer quando a campanha começar, principalmente quando o PT começar a jogar”, disse Zacarias em entrevista ao BNews

Segundo o especialista, Ciro tem dificuldade de emplacar seu nome no campo da esquerda por conta de suas “oscilações”. “Mas ele tem um grande fato ao seu favor que é o vácuo na esquerda. Boulos lançou candidatura há pouco,  o PCdoB também não inspira confiança, talvez sequer tenha candidatura própria. E o PT está indefinido, mas a definição do PT vai ser o fiel da balança. [...] O segundo turno será polarizado”, acrescentou.

Zacarias também acredita que a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) deve “se desidratar bastante pelo pouco tempo de TV e por nenhum grande setor da economia ter se deslocado para a sua candidatura”. 

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