Eleições

Declarações de Ciro dificultam acordo, diz Haddad

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Haddad é coordenador do programa de governo da candidatura presidencial do PT  |   Bnews - Divulgação Gilberto Júnior/Arquivo/BNews

Publicado em 30/07/2018, às 06h02   Folhapress



O coordenador do programa de governo da candidatura presidencial do PT, Fernando Haddad, disse que será difícil fechar aliança com o presidenciável Ciro Gomes (PDT), ao menos no primeiro turno.

"Às vezes as declarações do Ciro de que é muito difícil uma aliança no primeiro turno [dificultam as conversas]. O PDT tem todo direito de lançar candidatura própria, assim como o PT está fazendo. Nenhum problema, mas às vezes a aliança fica mais difícil", afirmou neste domingo (29) em evento sobre políticas públicas na área de ciência, em São Paulo.

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Diante da insegurança jurídica da candidatura de Lula, Haddad reconheceu que a união da esquerda foi dificultada pela prisão e condenação do ex-presidente.

"Se o Lula fosse candidato, realmente tenho dúvidas se Ciro, Boulos e Manuela teriam colocado suas candidaturas. Com todo respeito a eles, mas duvido que isso aconteceria. Todo mundo estaria reunido em torno do Lula", disse Haddad, cotado como plano B do PT ao Planalto.

O petista situou Geraldo Alckmin (PSDB) como candidato da situação, que terá de defender assim, como Henrique Meirelles (MDB), o governo Temer.

Haddad encerrou sua participação com a mensagem "vote 13". A legislação proíbe pedido explícito de voto antes de 16 de agosto.

O advogado eleitoral Gustavo Guedes, sem saber quem a proferiu, disse que a declaração confronta a norma e é agravada pela exposição do número do partido. Caso venha a ser representado formalmente, Haddad poderá receber multa de R$ 5.000 a R$ 25 mil.

Procurado, o petista disse que não se manifestaria.

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