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“É uma tristeza para o judiciário, não para o PT”, diz Wagner sobre quebra de sigilo em delação de Palocci

Adenilson Nunes / BNews
Candidato ao Senado, porém, não contestou o conteúdo delatado  |   Bnews - Divulgação Adenilson Nunes / BNews

Publicado em 02/10/2018, às 21h55   Henrique Brinco e Eliezer Santos



O ex-governador da Bahia e candidato ao Senado, Jaques Wagner (PT), contestou a decisão do juiz Sérgio Moro de quebrar o sigilo da delação feita por Antônio Palocci no âmbito da operação Lava Jato, nesta segunda-feira (1ª). 

Na delação, Palocci disse que havia um esquema de propinas nos contratos de publicidade da Petrobras para destinar 3% das verbas ao PT. Contou também o Partido dos Trabalhadores gastou cerca de R$ 1,4 bilhão para eleger e reeleger a ex-presidente Dilma Rousseff.

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Apesar de não rebater o conteúdo revelado pelo correligionário e ex-ministro nos governos Lula e Dilma Rousseff (ambos do PT), Wagner sustentou que há medida gerou mais prejuízos ao judiciário do que ao PT.  

“Eu acho que a delação de Palocci é uma tristeza para o judiciário brasileiro, não para o PT. É um verdadeiro achincalhe a tudo que o judiciário deveria ser. No dia que o Haddad vai visitar o Lula, o juiz resolve quebrar o sigilo de uma delação que sequer foi assinada pelo Ministério Público. Para mim é mais um carimbo que parte do judiciário não está fazendo justiça, está fazendo política”.

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