Eleições
Publicado em 15/11/2020, às 10h13 Diego Vieira e Raul Aguilar
O senador Jaques Wagner (PT) votou na manhã desta domingo, (15), na Superintendência Federal de Agricultura na Bahia, no Largo dos Aflitos, no centro de Salvador. Ele enfrentou problema na hora de votar e afirmou ao BNews que houve uma desorganização da zona eleitoral e atraso na chegada das urnas: “aqui teve problema. O prédio entrou em reforma e eles acabaram tendo que usar o anexo e acho que está confuso, acabou embolando pessoas ali dentro, o formato que escolheram não está bom. Parece que algumas urnas chegaram um pouco tarde”.
O senador da República expressou, mais uma vez, a sua crença em uma virada do Partido dos Trabalhadores (PT) na corrida eleitoral em Salvador, e citou como exemplo o pleito de 2006, onde acabou sendo eleito no primeiro turno, mesmo com as pesquisas indicando uma vitória de seu opositor, Paulo Souto (Dem).
“Acredito [segundo turno], na verdade ninguém também acreditava no sábado à noite em 2006, e acabei eleito no primeiro turno, mas todo mundo dizia que no primeiro turno nas pesquisas dava um candidato do Dem ganhando; não necessariamente isso se repete, mas é uma possibilidade. Eu recebi um Tracking nesta manhã que apontava segundo turno. Vamos esperar, agora é uma questão de paciência, são menos de 12 horas e quando der às 18h vamos ver a tendência. Aqui em Salvador é o que eu disse, há uma expectativa e vamos ver", opinou Wagner.
Interior do estado
Com candidatos na frente nos levantamentos eleitorais em Feira de Santana, Zé Neto (PT), e em Vitória da Conquista, Zé Raimundo (PT), Wagner acredita que o PT deve faturar os municípios no primeiro ou em um eventual segundo turno.
"Em Feira com certeza vamos para o segundo turno. Lá em Feira eu acho que vamos sair na frente, possa ser que dê primeiro turno, mas aponto para dois turnos. Em Vitória da Conquista Zé Raimundo (PT) está bem, está na frente e podemos também ganhar lá no primeiro turno, mas o que eu disse, agora vamos esperar. Mas nas duas cidades devemos sair na frente", destacou Wagner.
O petista acredita que em 2020 haverá uma manutenção do domínio dos partidos da base do governador Rui Costa (PT) no comando das prefeituras no estado: "Eu acho que nossa base de sustentação faz por volta de mais de 300 prefeituras no estado todo, que são 417. O PT deve fazer 34, 35, mais ou menos por aí. Eu acho que é um resultado positivo, evidente que aqui e acolá sempre vamos encontrar um resultado que é o contrário do que a gente esperava".
O petista avalia que "eleição municipal não é causa e feito para eleição nacional e estadual". Wagner menosprezou uma eventual influência do presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido) na disputa e criticou: "O governo federal continua cada dia mais confuso, mais perdido e mais irresponsável com a vida das pessoas, com a economia, com o emprego. Acho que o governo tende a ir se desmilinguido".
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