
A baiana Maria Lúcia de Oliveira Falcón, convidada pela presidente eleita Dilma Rousseff, deve assumir o Ministério de Desenvolvimento Agrário em janeiro.
Na sexta-feira, Maria Lúcia pediu demissão da Secretaria do Planejamento de Sergipe e se reuniu com a petista, em Brasília. Ela ganhou a preferência de Dilma em relação ao ex-governador do Piauí, Wellington Dias (PT).
A futura ministra é formada em Agronomia, mestre em Economia pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB). Antes de assumir a Secretaria de Planejamento de Sergipe, ela foi assessora de economia de Wagner nos tempos de Sindicato dos Petroleiros e supervisora do Dieese, secretária de Planejamento de Aracaju e professora da Universidade Federal de Sergipe, onde está licenciada. Ela faz parte ainda do Conselho Fiscal da Petrobras, e do Conselho de Administração do Banco do Estado de Sergipe (Banese).
O convite feito a Maria Lúcia acelera o fechamento da cota feminina na Esplanada. Com isso, pode chegar a 11 o número de mulheres no primeiro escalão. Agora, Dilma Rousseff tenta convencer o PT do Nordeste a aceitar uma gaúcha - Tereza Campelo - no Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Tudo para cumprir a promessa de campanha de compor 30% do ministério com mulheres.
Os ministérios da Cultura e do Esporte também podem ser comandados por mulheres: Ana de Holanda e Luciana Santos, respectivamente.