Wagner sobre derrota em Salvador: “não tenho que me desculpar de nada”
“Pode ser o desempenho pessoal do candidato, que foi melhor”, disse sobre Neto |
Publicado em 11/11/2012, às 10h19 Redação Bocão News - Twitter: (@bocaonews)
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Em entrevista ao jornal A Tarde deste domingo (11), o governador Jaques Wagner fez uma análise do processo eleitoral que fez de ACM Neto (DEM) o novo prefeito de Salvador. Sobre como pretende recuperar o eleitorado para 2014, o petista foi enfático: “Respeito a decisão dos eleitores. O resultado para o grupo político que eu capitaneio foi muito positivo, com 350 prefeituras. Ganhamos muitas que não estavam com a gente, mantivemos outras importantes, como Vitória da Conquista”. Wagner reconheceu a derrota em Salvador e Feira de Santana, mas ressaltou que são realidades diferentes e elogiou o desempenho de Zé Neto na princesinha do sertão. Questionado se nas urnas o PT foi derrotado ou Neto saiu vitorioso, Wagner explicou: “Não é assim, as pessoas interpretam errado. Às vezes, as pessoas ficam falando da influência disso e daquilo no voto. (No caso de) Lula, por exemplo, 56% das pessoas diziam que votariam no candidato apoiado por ele, mas na hora de escolher, o outro candidato parece melhor e eles votam no que parece melhor. (...) As pessoas ficam achando que estou tentando me desculpar, mas não tenho que me desculpar de nada. Perdemos as eleições em Salvador, mas já não tínhamos Salvador. Não existe uma causa única para uma vitória ou uma derrota”.
Apesar de minimizar a derrota, Wagner falou sobre a influência das greves no resultado das urnas: “Tivemos problemas com as nossas bases? Tivemos, com as greves. Algumas pessoas insatisfeitas decidiram não votar para dar o troco. Na minha opinião um troco não merecido porque houve reajustes. Não acho que quem votou no Neto queria a volta do antigo sistema. Óbvio que uma parte é. Pode ser o desempenho pessoal do candidato, que foi melhor”. Apesar de não querer adiantar o processo eleitoral de 2014, o governador da Bahia afirmou que é natural que o PT saia com a cabeça de capa: “mas vamos ter que jogar o jogo. (...) é por isso que já disse que abro mão do Senado, porque acho natural o PT ter a cabeça de chapa e se ficássemos com o Senado não teria espaço para mais ninguém”. Sobre a possibilidade de ser candidato a deputado, o petista explica: “Seria candidato a deputado ou iria até o final do mandato. Aí depende, porque 2014 é o ano da Copa, tem uma porção de coisas que a gente preparou e me agrada ficar até o fim do mandato e continuar fazendo política”. Wagner ressaltou que não há possibilidade de ele e Otto Alencar serem candidatos em grupos separados e salientou que não é a favor da “perpetuação” de Marcelo Nilo na presidência da Assembleia Legislativa da Bahia, mas lembrou que tudo depende do que “a conjuntura política determinar”.
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