Emprego
Publicado em 29/04/2015, às 06h22 Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)

“Com a cuia na mão”. Assim, a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza da Bahia (Sindilimp-BA), Ana Angélica Rabello, definiu o sentimento dos terceirizados que prestam serviços à Secretaria Estadual de Educação e que, invariavelmente todos os meses, têm que fazer manifestações para receber os salários, direitos preservados pela Constituição Federal. Na próxima quinta-feira (30), mais um protesto em frente à pasta estadual foi marcado.
“É como um sangramento que nunca acaba. Todos os meses é a mesma agonia para receber o que é de direito. Isso é vergonhoso para o Estado, que este sindicato e estes trabalhadores ajudaram a construir. Alguém precisa, de uma vez por todas, dar um jeito definitivo nesta situação humilhante de ter que fazer manifestação mensamente para que os salários caiam na conta”, desabafou Ana Angélica Rabello.

A auxiliar de serviços gerais, Rita de Oliveira, afirma não são saber o que fazer para pagar as contas. "As dívidas estão atrasadas, fora os nossos devedores que ficam nas nossas portas e não acreditam que todo dia saímos para trabalhar e não recebemos", relatou.

Antes da manifestação na capital, terceirizados fizeram protestos no decorrer da semana em municípios do interior do estado. Movimentações trabalhistas foram realizadas em Juazeiro, Vitória da Conquista, Itabuna e Ilhéus.
Além dos salários atrasados, os trabalhadores cobram que sejam definitivamente resolvidas as pendências com vale transportes, vale alimentação e plano de saúde. “Estamos discutindo, em âmbito nacional, o Projeto de Lei da Terceirização (PL nº 4330), a Lei Anticalote, mas os terceirizados aqui na Bahia continuam a ser tratados de maneira desumana e permanecem sofrendo”, declarou Ana Angélica Rabello.
Publicada no dia 28 de abril de 20156, às 17h
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