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Adriane Galisteu surpreende ao revelar última conversa com Ayrton Senna: “Não gostou de me ouvir”

Reprodução/HBO Max
Adriane Galisteu compartilha detalhes inéditos da conversa com Ayrton Senna antes de sua morte trágica em 1994  |   Bnews - Divulgação Reprodução/HBO Max
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 08/11/2025, às 08h38



Adriane Galisteu, de 52 anos, abriu o coração e compartilhou detalhes emocionantes, e inéditos, da sua última conversa com Ayrton Senna antes da morte trágica do piloto, em 1º de maio de 1994. O relato faz parte do documentário “Meu Ayrton por Adriane Galisteu", disponível na HBO desde a última quinta-feira (6).

A apresentadora revelou que o tricampeão mundial estava visivelmente abalado antes do Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, onde acabou sofrendo o acidente fatal. “Foi a única vez que ele me ligou minutos antes de uma corrida. Isso era impossível. Ele ficava calado por 24 horas. Imagine se ele ia querer conversar tão pouco tempo antes de uma prova, mesmo se fosse com a mãe dele’, contou Galisteu. 

Adriane Galisteu e Ayrton Senna
Reprodução / Acervo Pessoal

Segundo Adriane, Ayrton começou a ligação com uma frase que ficou marcada em sua memória: “Como é bom escutar a sua voz”, disse o piloto, em tom de alívio.

Na sequência, ela perguntou como estava as coisas na Itália. A resposta foi direta e dura: “Está tudo uma merda! Uma merda, uma merda.”

O clima no circuito de Ímola já era tenso. Dois dias antes, Rubens Barrichello havia sofrido um grave acidente durante os treinos, ficando desacordado após a batida. “Perguntei se ele estava chateado por causa do Rubinho, e ele respondeu: ‘Não, foi um austríaco. Um menino. Bateu e morreu. Eu vi’”

A referência era ao piloto Roland Ratzenberger, que perdeu a vida aos 33 anos após bater a mais de 300 km/h, em decorrência de danos na asa dianteira do carro. 

Galisteu revelou ainda que tentou convencer o então namorado a não participar da corrida: “Ele ficou bravo comigo no telefone, pois já estava irritado com tudo o que estava acontecendo. Não gostou de me ouvir dizendo que não era pra ele correr.”

Para ela, aquele fim de semana foi marcado por uma sensação estranha e pesada. “Aquele final de semana estava esquisito, diferente de tudo o que a gente vivia na Fórmula 1. Foi cruel em todos os sentidos. Ele queria, e precisava correr para pontuar no campeonato daquele ano”, relembrou. 

O documentário “Meu Ayrton por Adriane Galisteu” traz não só os depoimentos emocionados da apresentadora, mas também relatos de amigos e ex-funcionários do ídolo brasileiro, que seguem mantendo viva a memória de um dos maiores nomes da história da Fórmula 1. 

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