Entretenimento
por Andreza Oliveira
Publicado em 01/08/2026, às 19h25
Diante de um alto índice de feminicídios no país, Elize Matsunaga ganhou uma nova maneira de ser vista pelo público, ela é considerada “a mulher que matou antes de ser morta”. Luiz Flávio Borges D’Urso, advogado da família de Marcos Matsunaga, rejeita a nova leitura da ex-esposa e afirma que adaptações cinematográficas como a da Netflix ‘Elize: Sombras de Uma Mulher’ criam uma nova versão para o assassinato.
“[A Elize] não seria morta. Esta ideia de ser morta é uma ficção, uma narrativa construída pela defesa dela”, disse o advogado em entrevista ao portal Metrópoles.
Em 2016, Elize foi condenada a 16 anos de prisão pelo assassinato do seu marido, Marcos, que foi morto, esquartejado e teve o corpo ocultado por ela. O Tribunal do Júri de São Paulo a considerou culpada por homicídio duplamente qualificado e negou os argumentos da defesa de que ela teria agido em legítima defesa sob forte emoção em tirar a vida do então companheiro.
O advogado que atuou contra a loira na época relembrou que, durante o juri, testemunhas descreveram o herdeiro do grupo Yoki como um marido carinhoso e que atendia todas as vontades da esposa. De acordo com ele, a propria teria negado que o empresário tivesse um histórico violento no relacionamento, que durou de 2002 a 2012.
“Não havia risco de vida para ela. Marcos nunca foi violento com ela. Pelo contrário. Isso foi dito por ela e pelas testemunhas. O que acontece é que, quando ela descobre que ele tem um relacionamento fora do casamento, naturalmente há um abalo dela com ele”, afirmou.
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Ele ainda defende que o crime, retratado no filme como uma reação ao ser confrontada pelo marido, teria sido na verdade arquitetado por ela dias antes do crime. Ainda conforme o site, ele mencionou quatro razões para tal argumento:
O advogado também destaca que detalhes sobre como o empresário foi morto foram alterados ou deixados de lado em nome de escolhas artísticas da produção. “O filme vale como uma obra de ficção, mas, no que diz respeito ao crime em si, comete erros gravíssimos”, afirmou.
“Para uma obra artística, com licença poética, vale. O filme traz quase que uma justificativa para o comportamento dela, o que, efetivamente, é um resultado satisfatório para Elize, para a defesa dela”, refletiu. “Mas que não é satisfatório para a família e muito menos para a realidade”, completou.
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