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Andressa Urach defende políticas públicas para profissionais do sexo: 'Sociedade finge que essas mulheres não existem'; assista

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Em entrevista ao BNews, Andressa Urach falou sobre a felicidade de representar a categoria durante desfile no Rio de Janeiro  |   Bnews - Divulgação BNews
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 16/02/2026, às 06h43 - Atualizado às 06h44



Andressa Urach foi um dos nomes que curtiram o Carnaval diretamente do Camarote Salvador neste domingo (15). Antes de desembarcar na capital baiana, a influenciadora fez história ao desfilar pela escola de samba Porto da Pedra, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, representando as profissionais do sexo.

Em entrevista ao BNews, a criadora de conteúdo adulto destacou que aceitou participar do desfile ao lado de nomes como Bruna Surfistinha, Elisa Sanches e Lourdes Barreto para dar visibilidade às profissionais do sexo e defender a criação de políticas públicas para as mulheres da categoria. (Assista à entrevista completa abaixo)

Segundo ela, apesar de a prostituição ser considerada "a profissão mais antiga do mundo", ainda faltam leis que garantam direitos básicos, como aposentadoria, acesso à saúde e possibilidade de financiamento habitacional.

"Falar sobre isso é pedir para que os governantes vejam que essas mulheres precisam ser ouvidas, que precisam de políticas públicas. Mulheres de 60 e 70 anos ainda vivem desse trabalho e não podem se aposentar ou financiar uma casa. Todos vão envelhecer, precisam de saúde. Quando aceitei o convite depois de 13 anos longe do Carnaval, eu disse: ‘Eu preciso estar lá’. Depois vim para Salvador para descansar", afirmou.

Urach também destacou que já trabalhou como acompanhante no passado, mas que atualmente não exerce mais a atividade e vive um momento feliz no casamento. Apesar disso, reforçou que falar sobre prostituição não significa incentivar a prática, mas reconhecer uma realidade social muitas vezes ignorada.

"Só quem vive isso sabe o quanto sofre e quanta dor passa, e eu não recomendo para ninguém. Falar sobre prostituição não é incentivar, mas saber que existe e que não podemos fechar os olhos. A sociedade chega a ser hipócrita e fingir que essas mulheres não existem. Estamos falando de saúde, leis e direitos humanos", disse.

A influenciadora explicou ainda que muitas mulheres acabam entrando na prostituição por necessidade e falta de oportunidades e defendeu que, independentemente das escolhas individuais, todas devem ser tratadas com respeito e dignidade.

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