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Andressa Urach voltou ao centro das atenções ao anunciar um projeto que nasce diretamente de sua própria história. Aos 38 anos, a influenciadora revelou a criação do Instituto Andressa Urach, iniciativa voltada ao acolhimento de profissionais do sexo, e fez um alerta sobre uma realidade que, segundo ela, ainda é ignorada por grande parte da sociedade.
Ao apresentar a proposta, a criadora de conteúdo deixou claro que a ideia surgiu a partir do que viveu e do contato com outras mulheres na mesma situação. Segundo ela, existe um cenário marcado por preconceito, silêncio e falta de apoio.
“Eu vivi isso. Sei como essas mulheres são tratadas e o quanto são invisíveis no dia a dia”, afirmou.
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Falta de apoio e invisibilidade
De acordo com a influenciadora, o fato de o trabalho sexual não ser considerado crime no Brasil não garante proteção nem estrutura para quem exerce a atividade. Ela aponta que muitas mulheres enfrentam dificuldades para acessar informação, orientação e suporte básico.
Para Urach, o silêncio em torno do tema contribui para manter essas profissionais em situação de vulnerabilidade. “As pessoas preferem não falar, mas isso só faz com que tudo continue igual”, disse.

Proposta de acolhimento
O instituto surge com a proposta de oferecer apoio psicológico, orientação e acesso à informação de forma contínua. A intenção é criar uma rede de acolhimento que ajude essas mulheres a se fortalecerem e a enfrentarem os desafios da profissão com mais segurança.
Apesar da repercussão, Urach reforça que o projeto não tem como objetivo incentivar a atividade. Segundo ela, a proposta é ampliar o debate sobre dignidade e respeito. “Não é sobre incentivar. É sobre cuidar e olhar para essas mulheres como seres humanos que precisam de apoio”, destacou.
Nova fase e propósito
A influenciadora afirma que decidiu transformar a própria trajetória em uma ferramenta de ajuda para outras pessoas. Para ela, o projeto representa um novo momento de vida, com foco em dar visibilidade a quem, segundo diz, sempre esteve à margem.
“Eu poderia seguir minha vida, mas escolhi usar o que vivi para ajudar outras mulheres”, afirmou.
Ao tornar a iniciativa pública, Urach diz que espera provocar reflexão e abrir espaço para um debate mais amplo sobre o tema. Para ela, reconhecer essa realidade é o primeiro passo para que essas mulheres deixem de ser ignoradas.
“É sobre dar voz a quem foi silenciada por muito tempo. E isso é só o começo”, concluiu.
Classificação Indicativa: Livre
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