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Antes ou depois da morte? Veja quando foi a chegada de Eliza Samudio em Portugal após passaporte reaparecer

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Documento encontrado em Lisboa registra entrada no país em 2007, três anos antes do assassinato de Eliza  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Portal Leo Dias
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 06/01/2026, às 07h24



O reaparecimento de um passaporte antigo de Eliza Samudio em Portugal, no fim de 2025, voltou a provocar questionamentos e especulações sobre um dos crimes mais emblemáticos da história recente do Brasil. O documento, encontrado em um apartamento alugado em Lisboa, levantou uma dúvida central: a suposta ida da modelo ao país europeu teria ocorrido antes ou depois de sua morte, oficialmente reconhecida pela Justiça brasileira em 2010?

A resposta, à luz das informações confirmadas até agora, é objetiva. A única movimentação registrada no passaporte ocorreu antes do assassinato.

O documento, emitido em 9 de maio de 2006 e com validade até 8 de maio de 2011, traz apenas um carimbo de entrada em Portugal datado de 5 de maio de 2007. Não há qualquer registro de saída nem novas entradas posteriores. Ou seja, a passagem de Eliza pelo país europeu, conforme o passaporte encontrado, aconteceu cerca de três anos antes de seu desaparecimento e morte, atribuídos a 2010.

O passaporte foi localizado por um homem identificado apenas como José, em meio a livros dispostos em uma estante de um apartamento alugado. Segundo ele, o imóvel era dividido com outras pessoas e, após um período fora, ao retornar, encontrou o documento esquecido entre os pertences deixados pela proprietária do local. Ao reconhecer o nome e a foto, José afirmou ter ficado chocado e decidiu procurar as autoridades consulares brasileiras.

“Quando encontrei o documento e vi de quem era, fiquei em choque. Pela foto, eu já sabia quem era a dona. Era um caso de repercussão no Brasil e no mundo”, relatou.

O passaporte está em bom estado de conservação, sem páginas arrancadas ou sinais de adulteração. Todas as informações, incluindo número de identificação e assinatura do diretor responsável, permanecem intactas. O documento foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, que confirmou a autenticidade e informou que já comunicou oficialmente o Itamaraty, em Brasília.

Em nota, o consulado esclareceu que aguarda orientações sobre os próximos passos. “O consulado vai apenas receber instruções de Brasília e cumprir o que for determinado”, informou o órgão, reforçando que o caso não é de sua competência direta.

Apesar de o achado reacender debates e teorias nas redes sociais, os dados oficiais do passaporte não indicam qualquer deslocamento internacional após 2007. Assim, não há, até o momento, nenhum elemento documental que coloque em dúvida a conclusão da Justiça brasileira sobre a morte de Eliza Samudio, considerada oficialmente vítima de homicídio, mesmo sem a localização do corpo.

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