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Aos prantos, Hytalo Santos desabafa em depoimento: “Sou visto como pedófilo”; assista

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Hytalo Santos chora durante depoimento e revela quanto ganhava por mês antes de ser preso  |   Bnews - Divulgação Reprodução Instagram/TV Globo
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 01/12/2025, às 07h31



Hytalo Santos, influenciador da Paraíba, se emocionou em depoimento durante audiência sobre acusações de produzir e divulgar vídeos com adolescentes. Ele e o marido, Israel Vicente, conhecido como Euro, são investigados por tráfico de pessoas, exploração sexual e pornografia infantil. Trechos do depoimento foram exibidos pelo Fantástico neste domingo (30). 

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Hytalo afirmou que se sentiu surpreendido com as denúncias e disse que os vídeos retratavam o cotidiano da periferia e coreografias de brega funk. Ele também falou sobre o impacto pessoal das investigações: 

“Eu me sinto até um pouco constrangido por ter feito tanto por essas crianças, tanto por esses adolescentes que estão colocados aqui nos autos e ter que responder… mas me dói, me dói muito”. 

Sobre o teor dos vídeos, afirmou: 

“Eu nunca cheguei a gravar vídeos com cenas pornográficas nem com cunho sexual… para a gente que é da periferia é arte”. 

Faturava alto

O Ministério Público também questionou Hytalo sobre seus rendimentos. Ele disse que não recebia valores das plataformas de vídeo e que ganhava dinheiro apenas com publicidade e rifas autorizadas, com ganhos mensais entre 400 e 600 mil reais. 

Parte dos adolescentes, segundo o MP, chegou a morar com o casal em um condomínio em Bayeux, na Grande João Pessoa, e o conteúdo divulgado poderia caracterizar exploração. Hytalo mencionou os comentários do público: 

“Chegavam a ter 20 mil comentários, 30 mil comentários… e a maioria era baseada na força de cada personagem”. 

Sobre pagamentos aos jovens, disse: 

“Os pais eram, mas não por obrigação, não por combinado, eu me sentia no direito de fazer por eles”. 

O caso ganhou repercussão após o influenciador Felca criticar a “adultização” de menores na internet. O GAECO solicitou a prisão do casal, que foi detido em São Paulo e transferido para a Paraíba, com pedido de soltura negado. A defesa afirma que não há pornografia nos vídeos: 

“Eles podem ser vistos como sensuais, mas a lei não criminaliza o ato sensual… E a pornografia não está demonstrada”, disse o advogado Sean Kombier Abib. 

Além desse processo, Hytalo e Israel respondem a outra ação do Ministério Público do Trabalho, que os acusa de tráfico de pessoas para exploração sexual e de submeter menores a condições degradantes. 

Em outro momento da entrevista exibidos pelo Fantástico, Hytalo chorou ao falar sobre a repercussão do caso: 

“Eu não vou estar livre nunca mais do que fizeram com minha imagem. Onde eu chegar agora eu sou visto como pedófilo, eu sou visto como um abusador, como uma pessoa pervertida”. 

Classificação Indicativa: Livre

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