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Após acusações de violência, músico famoso é proibido de se aproximar da ex; saiba quem

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Músico é alvo de denúncias de agressão física, sexual e psicológica pela ex-namorada  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 06/06/2025, às 10h48



O compositor Yamandu Costa, conhecido internacionalmente e atualmente radicado em Portugal, foi proibido pela Justiça de se aproximar da ex-namorada, que o acusa de múltiplas formas de violência — psicológica, física e sexual.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul concedeu uma medida protetiva de urgência que impede o músico de fazer qualquer tipo de contato com a ex-companheira, seja por telefone, mensagens ou redes sociais. Além disso, ele está proibido de mencionar seu nome ou expor sua imagem publicamente. Caso desrespeite a ordem judicial, Yamandu poderá ser preso.

O artista nega as acusações e argumenta que não representa risco à ex, solicitando a revogação da medida. Segundo a vítima, que preferiu manter o anonimato, o relacionamento durou de fevereiro a maio deste ano. Nesse período, ela relata ter sido agredida fisicamente em mais de uma ocasião, inclusive em um bar em Lisboa, na presença de testemunhas. Ela também afirma ter sido abusada sexualmente enquanto estava sob efeito de medicamentos que induzem o sono.

A denúncia ganhou repercussão após a ativista portuguesa Inês Marinho tornar o caso público. Desde então, Yamandu Costa teve apresentações canceladas em diferentes cidades, inclusive no Brasil, como na Casa Natura Musical e no Teatro Cultura Artística.

Após o caso vir à tona, uma nova mulher afirmou nas redes sociais ter sido vítima de assédio sexual por parte do músico. Ela trabalhou com Yamandu por três anos em uma produtora e revelou que só agora teve coragem de se manifestar. “Na época, não denunciei por vergonha e pela sensação de impunidade. Ver o caso atual me encorajou a falar”, escreveu.

Gabriela Souza, advogada da ex-namorada de Yamandu Costa, reforçou a importância da denúncia: “Quando uma mulher fala, ela encoraja tantas outras a fazer o mesmo. A Justiça pode sim oferecer proteção, mas é preciso denunciar.”

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