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Após Ex-BBB afirmar que engravidou por falha do anticoncepcional, especialista explica interação com o Mounjaro

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Influenciadora Laís Caldas revela gravidez inesperada devido a falha do anticoncepcional durante uso do medicamento Mounjaro.  |   Bnews - Divulgação Reprodução Redes sociais
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 17/12/2025, às 09h13



A ex-BBB Laís Caldas, de 34 anos, viralizou nas redes sociais após anunciar uma gravidez não planejada. O bebê é fruto do relacionamento com o também ex-BBB Gustavo Marsengo. Segundo a influenciadora, a gestação aconteceu depois de uma falha do anticoncepcional durante o uso do medicamento Mounjaro

Laís contou aos seguidores que começou a usar o remédio antes do casamento, realizado em setembro, com objetivo estético. “Eu queria estar mais sequinha no casamento e fiz o protocolo. O Mounjaro retarda o esvaziamento gástrico e isso diminui a absorção de alguns medicamentos orais e um dos mais afetados é o contraceptivo oral”, explicou. 

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Ela afirmou ainda que já havia usado o medicamento outras vezes sem que isso tivesse causado problemas. “Deus só estava esperando nosso casamento para nos abençoar com esse filho ou essa filha. Não tem outra explicação. Já tinha feito antes e não aconteceu nada, mas uma hora pode acontecer”, relatou. 

Após a repercussão do caso, a equipe do BNews ouviu o médico Gabriel Almeida, especialista em cirurgia geral e pesquisador na área de emagrecimento e terapias injetáveis. Segundo ele, o risco varia de acordo com o tipo de medicamento utilizado. 

“A resposta é: depende da medicação”, afirmou. De acordo com o médico, remédios como liraglutida e semaglutida, presentes em canetas como Ozempic, Wegovy, Victoza e Saxenda, não costumam interferir de forma significativa na absorção do anticoncepcional oral. “Nesses casos, não há evidência de aumento relevante do risco”, disse. 

Já a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, funciona de forma diferente. “Ela pode, sim, justificar uma interferência no efeito do anticoncepcional oral, especialmente em pacientes que ainda não estão com a dose estabilizada”, explicou. 

Segundo Almeida, o medicamento pode reduzir a quantidade do anticoncepcional absorvida pelo organismo e alterar o tempo de ação no sangue. “Esses fatores, em conjunto, podem comprometer a eficácia do contraceptivo oral em algumas pacientes”, afirmou. 

O médico explica que isso acontece porque a tirzepatida age no sistema digestivo. “A tirzepatida retarda o esvaziamento gástrico. O anticoncepcional permanece mais tempo no estômago, o que altera parâmetros importantes da absorção”, disse. 

Diante disso, a recomendação para quem usa anticoncepcional oral e inicia o tratamento com tirzepatida é atenção redobrada. “A principal orientação é optar por métodos contraceptivos não orais”, afirmou. 

Entre as alternativas indicadas estão o DIU e o implante subcutâneo, que não sofrem interferência do efeito do medicamento no estômago. 

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