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Após prisão em flagrante por racismo, mulher que mora no McDonald's é solta

Reprodução Redes sociais
Uma das mulheres que mora numa unidade do McDonald’s, no Leblon, foi solta neste sábado (31), após ter sido presa em flagrante por injúria racial.  |   Bnews - Divulgação Reprodução Redes sociais
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 01/09/2024, às 07h45



Na tarde deste sábado (31), Susane Muratori, que havia sido detida na 14ª DP (Leblon) sob a acusação de ataques racistas, recebeu alvará de soltura após passar por uma audiência de custódia no Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica. Susane foi detida após insultar um grupo de adolescentes no McDonald's, com xingamentos racistas, e foi encaminhada à prisão. As informações são do portal UOL.

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O episódio ocorreu em um estabelecimento da rede de fast food, onde sua filha, Bruna Muratori, também estava presente. Segundo relatos, Susane teria chamado uma das adolescentes de "preta nojenta" e dirigido ofensas como "pobres e favelados" aos outros jovens. Bruna Muratori foi ouvida pela polícia, mas liberada ainda na delegacia.

Bruna Medina de Souza, mãe de uma das vítimas, de 15 anos, relatou o abalo emocional sofrido pela filha, que é uma menina muito reservada. De acordo com ela, os sete adolescentes começaram a ser filmados por duas mulheres no segundo andar do McDonald´se começaram a rir, o que as irritou, começando os xingamentos. Ao descerem, os adolescentes encontraram policiais, que conduziram todos à delegacia.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram como suspeitas sendo levadas até uma viatura por policiais. "Me larga, me solta. Filma, por favor. Filma aí", gritou Bruna Muratori enquanto dificultava o trabalho dos agentes.

Em outro detalhe, uma foto mostrando três malas que pertenciam às mulheres sendo colocadas em um carro do programa Segurança Presente, que realiza patrulhamento reforçado na região com PMs de folga.

O McDonald's confirmou o caso e informou que está à disposição das autoridades para prestar qualquer esclarecimento. No entanto, até o momento, a defesa das acusadas não foi encontrada para comentar o caso. O espaço segue aberto para que se manifestem.

A reportagem também relembra um episódio anterior, ocorrido em maio, quando Bruna Muratori ficou incomodada com olhares de curiosos no mesmo McDonald's. Na ocasião, ela reagiu de maneira hostil a quem observava suas malas e chegou a chamar as pessoas de "gentalha".

Além disso, Bruna, que foi alvo de críticas por supostamente viver na lanchonete, chegou a abrir uma vaquinha online, arrecadando mais de R$ 1 mil, com o objetivo de atingir R$ 10 mil. Na página da campanha, Bruna afirmou que é apenas uma cliente habitual do estabelecimento, criticando a cobertura da imprensa.

Apesar das tentativas de ajuda, tanto Bruna quanto Susane já recusaram vagas em abrigos e outros serviços da rede de apoio socioassistencial oferecidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social, que tentou auxiliá-las em diversas ocasiões.

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