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Após ser chamado de 'P. Diddy brasileiro', cantor famoso diz que vai processar o filho

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Após uma série de acusações nas redes sociais, pai e filho decidiram se processar mutuamente por difamação  |   Bnews - Divulgação Reprodução Redes sociais
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 26/05/2025, às 09h18



A relação conturbada entre o cantor Latino, de 52 anos, e seu filho, Guilherme Rocha, de 27, ganhou novos desdobramentos e agora deve parar na Justiça. Após uma série de acusações trocadas publicamente nas redes sociais, pai e filho afirmaram que pretendem se processar mutuamente por difamação. As informações são do portal Extra. 

Em um vídeo publicado nos stories do Instagram, Latino declarou que não voltará a comentar o assunto publicamente: 

“E você aí, fofoqueiro, que está vindo aqui nos meus Stories, para saber se eu vou continuar falando mal do meu filho, esquece. Tudo o que eu tinha para falar, eu já falei. Já denunciei, expliquei o que estava acontecendo. Se eu tiver que mostrar um dossiê, alguma coisa, vai ser na Justiça. Porque é lá que se resolvem os problemas e não aqui”, afirmou. 

Já Guilherm reagiu à declaração do pai e também afirmou que irá acionar a Justiça. “Ele vai ter que pagar por essas difamações. Disse que agredi mulher, ele vai ter que provar”, disse o jovem, que também nega ser usuário de drogas e acusa o cantor de manipulação e abuso psicológico. “Me fez usar droga pra c@#@$%! Me abalou psicologicamente várias vezes. Ele quis me destruir, então deixa eu me defender”, desabafou. 

Guilherme ainda comparou o pai ao rapper americano P. Diddy — investigado por crimes como tráfico humano, estupro e agressão — e garantiu que tem provas contra Latino. 

“Esse merda desse Latino. Ele é o Puff Daddy brasileiro, e eu vou provar. Eles nem sabem as coisas que eu tenho no celular contra ele”, afirmou. 

Segundo Guilherme, ele vive atualmente em um quartinho improvisado na oficina onde trabalha como auxiliar em Florianópolis (SC). O espaço, cedido pelo patrão, não tem reboco nas paredes e abriga um sofá, roupas empilhadas e um ventilador antigo. 

“Não sou esse vagabundo que meu pai está pintando. Estou aqui no meu trabalho, numa oficina. Durmo na frente do trabalho porque ainda não tenho condição de alugar um lugar”, contou. 

O patrão do jovem também saiu em sua defesa em um vídeo nas redes sociais, negando que ele seja preguiçoso ou dependente químico. 

“O pai falou que ele não trabalha, que não se esforça, mas ele está há quatro meses aqui comigo, trabalhando todos os dias. Acorda às 8h, trabalha até às 18h. Está aprendendo uma profissão comigo, sobre higienização, polimento de carro, e está gostando bastante. Isso é mentira do pai dele.” 

Latino, por outro lado, afirma que tentou ajudar o filho por diversas vezes, mas que os conflitos e problemas causados por ele tornaram a convivência insustentável. 

“Ele causou inúmeras situações pesadas. Uma delas foi ter agredido a minha mulher, quando ela estava com as cordas vocais operadas”, disse o cantor. “Eu entendi que o problema dele não era só ter ficado anos longe do pai. Ele tinha uma dependência química.” 

De acordo com Latino, Guilherme não queria trabalhar nem estudar, apenas “se drogar e beber”. Ele também o acusou de extorsão. 

“Passei a vida inteira dando dinheiro para ele. Estou cansado de ser extorquido pelo meu filho. Eu tive que parar, porque o dinheiro estava indo para sustentar o vício dele.” 

O cantor afirmou ainda que cortou os repasses financeiros como tentativa de romper o ciclo de dependência. 

“Estou sofrendo muito, porque eu queria muito poder ajudá-lo, mas eu entendo que nesse momento eu tenho que cortar de vez o laço e a pensão, porque eu estava destruindo o meu próprio filho.” 

A paternidade de Guilherme foi confirmada por teste de DNA em 2018, quando ele tinha 18 anos. Ele é filho de Latino com Verônica Rodrigues e morou com o pai por sete anos. O jovem tentou seguir carreira artística e chegou a participar do clipe “Se beber, não case”. 

Guilherme admite que enfrentou problemas com álcool no passado, mas nega o uso de outras drogas. 

“Eu realmente bebia bastante, tomava uma garrafa de vodca por dia, mas consegui superar. Hoje trabalho numa oficina automotiva. Não queria que as pessoas me conhecessem por esse problema.” 

O caso ainda promete novos capítulos, agora nos tribunais. 

Classificação Indicativa: Livre

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