Entretenimento
por Analu Teixeira
Publicado em 10/02/2026, às 18h15
Durante a noite de segunda-feira (9), na Casa Rosa, no Rio Vermelho, Armandinho Macêdo usou o palco de um show solidário para fazer um desabafo que ecoa há décadas nos bastidores do Carnaval de Salvador.
Filho de Osmar, um dos criadores do Trio Elétrico e responsável por popularizar a Guitarra Baiana, Armandinho é guitarrista e referência da música baiana. O evento teve como objetivo arrecadar fundos para o tratamento de Aroldo Macêdo, músico e irmão de Armandinho, que enfrenta um problema de saúde.
Mesmo sendo herdeiros diretos da invenção que deu origem ao maior Carnaval de rua do planeta, a família precisou recorrer a uma “vaquinha” para enfrentar o momento delicado.
Indignado, Armandinho escancarou a contradição de um Carnaval que movimenta milhões em patrocínios, camarotes e grandes projetos, mas que não garante respaldo financeiro a quem construiu sua base cultural:
“É tão famoso, e eu não ganho nada com isso. Você quer uma situação dessa? A gente tem que fazer uma vaquinha. É um Carnaval grandioso, em que todo mundo ganha. Grandes camarotes, grandes projetos… todo mundo falando do Trio Elétrico, mas não tem porcentagem de dinheiro pra Dodô e Osmar”, disparou.
O músico ainda lembrou conversas antigas com Morais Moreira, que já alertava sobre a falta de reconhecimento financeiro aos criadores do Trio Elétrico: “A gente tem que batalhar pra caramba, tocar vários dias, várias horas. É uma paixão, é a vida da gente no Trio Elétrico, mas falta apoio”, completou.
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O show solidário reuniu uma verdadeira constelação da música baiana, em reverência ao mestre da Guitarra Baiana, Aroldo Macêdo. Estiveram presentes: Gilberto Gil, Roberto Barreto (Baiana System), Margareth Menezes, Ana Mametto, Gerônimo Santana, Alexandre Leão, Laurinha Arantes e Tito Bahiense.
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