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A introdução de outros ritmos, que não o forró, nas festas juninas sempre dá o que falar nessa época. Tem forrozeiro que não gosta da mistura, enquanto alguns acreditam se tratar de uma democratização da festa nordestina. E na noite desta quinta-feira (13), durante coletiva de imprensa no Parque de Exposições, o BNews quis saber o que pensa Adelmário Coelho, tradicional cantor de forró que sempre participa dos festejos da capital baiana.
“Eu acho que o ser humano, ele tem a capacidade de se harmonizar com tudo. E a música não é diferente. Eu não tenho absolutamente nada em conta. E acho até bacana, fortalece o movimento musical. O que eu deixo como mensagem e faço um reparo é que alguns gestores precisam ter essa sensibilidade e entender que o anfitrião musical em uma festa junina é o forró. Qual é a gastronomia que todos desejam ter no São João? A canjica, o licor, o amendoim... todo mundo fala isso’, disse o forrozeiro.
Mas Adelmário fez um adendo. “Se o anfitrião tiver, percentualmente, a cadeira dele, está tudo certo. Complete com alguma coisa mais, satisfaça o pedido de muitas outras pessoas, que também pedem. O que não pode é fazer essa inversão. Isso aí que eu acho que isso é uma distorção e uma falta de compromisso com a cultura".
Ainda em resposta ao BNews, Adelmário recordou momentos de sua infância na época dos festejos juninos, como forma de enfatizar a necessidade de se manter a tradição. "Eu estou me lembrando aqui, lá do meu Barro Vermelho, como eram especiais as festas juninas; as fogueiras, as quadrilhas, o forró propriamente dito, e isso me marcou. E é preciso que a gente mantenha isso para as gerações que vão aí nos suceder”, pontou o forrozeiro.
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