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Assessoria de Oruam denuncia “caça às bruxas” em acusação de tentativa de homicídio

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Equipe de Oruam contesta nova denúncia do MP-RJ e aponta ausência de provas técnicas  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Globo
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 31/07/2025, às 12h12



A assessoria do rapper Oruam se manifestou na última quarta-feira (30), após a Justiça aceitar uma denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro por tentativa de homicídio contra policiais civis. O caso se refere à operação realizada no dia 21 de julho na casa do cantor, que terminou com sua prisão preventiva.

Em nota, a equipe classificou a nova acusação como “uma manobra jurídica infundada” e destacou que o cantor “já havia sido alvo de denúncia anterior relacionada aos mesmos fatos”, e que a tentativa de reclassificar o caso como tentativa de homicídio “evidencia uma perseguição de caráter pessoal e uma estratégia de criminalização midiática, sem respaldo consistente na prova”.

A defesa também criticou a ausência de laudos técnicos que vinculem o músico à pedra que teria sido arremessada contra os policiais. “Não há laudo técnico que assegure, de modo categórico, que a pedra recolhida seja de fato a mesma arremessada pelo acusado”, diz um trecho da nota.

O comunicado ainda aponta que os policiais civis presentes não teriam corrido risco real, já que “em nenhum momento a integridade física dos agentes foi efetivamente colocada em risco”.

A assessoria reforça que o episódio revela um tratamento desigual. “Estamos diante de uma construção jurídica e midiática, baseada em suposições e testemunhos frágeis, e não em provas concretas capazes de sustentar uma acusação de tentativa de homicídio qualificada”, afirma.

O texto termina com um apelo à Justiça e uma crítica à atuação do delegado responsável. “É imprescindível que a racionalidade jurídica prevaleça, evitando-se que a justiça seja conduzida com base em provas concretas, e não por suposições ou narrativas infundadas (...). Que não possa existir uma ‘caça às bruxas’ que já vem ocorrendo há alguns meses pelo mesmo delegado em direção a artistas de realidade periférica”, conclui.

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